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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8963| Título : | O tratamento da capacidade de exercício de crianças e adolescentes na legislação brasileira : do Código Civil de 1916 ao Projeto de Lei para reforma do Código Civil. |
| Autor : | Carvalho, Jardel Souza |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Lisbôa, Natália de Souza |
| metadata.dc.contributor.referee: | Lisbôa, Natália de Souza Souza, Iara Antunes de Silva, Ana Carolina |
| Palabras clave : | Capacidade de exercício Criança e adolescente Autonomia progressiva Direito Civil constitucional |
| Fecha de publicación : | 2026 |
| Citación : | CARVALHO, Jardel Souza. O tratamento da capacidade de exercício de crianças e adolescentes na legislação brasileira : do Código Civil de 1916 ao Projeto de Lei para reforma do Código Civil. 2026. 38 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito,Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026. |
| Resumen : | O presente trabalho analisa criticamente a categoria da capacidade civil, com especial enfoque na capacidade de exercício de crianças e adolescentes no Direito Privado brasileiro. Parte-se da constatação de que, embora a Constituição da República de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente tenham inaugurado um paradigma de proteção integral, fundado no reconhecimento da criança e do adolescente como sujeitos de direitos em desenvolvimento, a teoria civil das incapacidades permanece estruturada sobre uma lógica patrimonialista, substitutiva e baseada em presunções etárias abstratas. A pesquisa adota metodologia qualitativa, de natureza dogmática e histórico-comparativa, examinando a construção doutrinária da capacidade civil, o tratamento conferido à incapacidade infantojuvenil nos Códigos Civis de 1916 e de 2002, bem como as propostas constantes do Projeto de Lei de Reforma do Código Civil. Demonstra-se que, apesar das transformações constitucionais e infraconstitucionais, há significativa continuidade normativa entre os diplomas civis, marcada pela resistência à incorporação efetiva da autonomia progressiva e dos valores existenciais próprios do microssistema do Direito da Criança e do Adolescente. Conclui-se que o Projeto de Lei da reforma, ao manter o critério etário monolítico e suprimir dispositivos que reconheciam expressamente a autonomia progressiva, não supera as tensões entre o direito civil clássico e as exigências constitucionais de promoção do livre desenvolvimento da personalidade, evidenciando a necessidade de uma reconstrução civil-constitucional da teoria das incapacidades. |
| metadata.dc.description.abstracten: | This paper critically examines the category of civil capacity, with particular emphasis on the capacity to exercise rights of children and adolescents in Brazilian private law. It is grounded on the observation that, although the 1988 Federal Constitution and the Child and Adolescent Statute inaugurated a paradigm of full protection, based on the recognition of children and adolescents as subjects of rights in development, civil law theory on incapacity remains structured around a patrimonial, substitutive logic grounded in abstract age-based presumptions. The research adopts a qualitative methodology of a dogmatic and historical-comparative nature, analyzing the doctrinal construction of civil capacity, the treatment of juvenile incapacity in the Civil Codes of 1916 and 2002, as well as the proposals set forth in the Draft Bill for the Reform of the Civil Code. It demonstrates that, despite constitutional and infra-constitutional transformations, there is significant normative continuity between the civil law statutes, marked by resistance to the effective incorporation of progressive autonomy and the existential values characteristic of the microsystem of Children’s and Adolescents’ Law. The study concludes that the draft reform, by maintaining a monolithic age-based criterion and suppressing provisions that expressly recognized progressive autonomy, fails to overcome the tensions between classical civil law and the constitutional requirements to promote the free development of personality, thus evidencing the need for a civil-constitutional reconstruction of the theory of incapacity. |
| URI : | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8963 |
| Aparece en las colecciones: | Direito |
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