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Título: A inconstitucionalidade da PEC nº 164/2012 à luz do direito à vida, da dignidade da pessoa humana e dos direitos reprodutivos.
Autor(es): Silva, Evandro Antonio da
Orientador(es): Schettini, Beatriz
Membros da banca: Almeida, Juliana Evangelista de
Dias, Sabrina Pedrosa
Silva Júnior, Elísio Hermenegildo
Palavras-chave: Direito à vida
Dignidade da pessoa humana
Direitos reprodutivos
Aborto
Constituição federal
Data do documento: 2026
Referência: SILVA, Evandro Antonio da. A inconstitucionalidade da PEC nº 164/2012 à luz do direito à vida, da dignidade da pessoa humana e dos direitos reprodutivos. 2026. 72 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: O presente trabalho analisa a Proposta de Emenda Constitucional nº 164/2012, que pretende estender a proteção constitucional do direito à vida desde a concepção, à luz do ordenamento jurídico brasileiro. Partindo de abordagem jurídico-dogmática, aliada a fundamentos filosóficos, bioéticos, jurisprudenciais e comparados, demonstra-se que a Constituição Federal de 1988 não consagra proteção absoluta da vida desde a fecundação, adotando, ao contrário, um modelo gradualista e ponderativo, construído pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta-se que a PEC nº 164/2012 viola a dignidade da pessoa humana, a autonomia reprodutiva das mulheres, o princípio da proporcionalidade, a vedação ao retrocesso constitucional e o caráter laico do Estado, configurando grave retrocesso em matéria de direitos fundamentais. Conclui-se pela inconstitucionalidade material da proposta e pela necessidade de fortalecimento de políticas públicas de prevenção, educação sexual e proteção à saúde da mulher.
Resumo em outra língua: This paper analyzes Constitutional Amendment Proposal No. 164/2012, which seeks to extend constitutional protection of the right to life from the moment of conception, within the Brazilian legal system. Through a legal-dogmatic approach combined with philosophical, bioethical, jurisprudential, and comparative perspectives, the study demonstrates that the 1988 Brazilian Constitution does not establish absolute protection of life from fertilization, but rather adopts a gradual and balancing model developed by the Federal Supreme Court. The paper argues that the proposal violates human dignity, women’s reproductive autonomy, the principle of proportionality, the prohibition of constitutional regression, and the secular nature of the State. It concludes that the proposal is materially unconstitutional and represents a serious setback in fundamental rights, emphasizing the importance of public policies focused on prevention, sexual education, and women’s health.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8894
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