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dc.contributor.advisorFreitas, Helena Patríciapt_BR
dc.contributor.authorSoares, Anielly Rodrigues-
dc.date.accessioned2026-08-26T14:44:34Z-
dc.date.available2026-08-26T14:44:34Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationSOARES, Anielly Rodrigues. Herança digital : a proteção da privacidade pós-morte frente ao direito dos herdeiros sobre bens digitais. 2026. 39 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9601-
dc.description.abstractA presente pesquisa destina-se ao exame do instituto jurídico da herança digital, delimitando como objeto de análise a colisão entre o direito sucessório dos herdeiros sobre bens digitais e a tutela da privacidade pós-morte. Nesse sentido, sustenta-se que o encerramento da personalidade civil não autoriza o acesso indiscriminado dos herdeiros ao acervo virtual, devendo o exercício do direito sucessório ser compatibilizado com os limites impostos pela dimensão existencial dos conteúdos digitais deixados pelo falecido. A problemática é analisada ante a ausência de marco regulatório específico no ordenamento jurídico brasileiro sobre a destinação póstuma desses acervos e mediante análise qualitativa documental eminentemente dogmático-jurídica. Como marco teórico, adota-se a matriz dogmática de Maria de Fátima Freire Sá e Bruno Torquato de Oliveira Naves, segundo a qual a tutela jurídica post mortem assenta-se em situações de dever impostas à coletividade em salvaguarda à “esfera de não liberdade” do falecido, aplicando-a à sistematização proposta por Nancy Andrighi, que estabelece os limites impostos pelos direitos da personalidade como critério à transmissibilidade dos bens digitais. Assim, examinam-se a delimitação teórica do patrimônio digital e a categorização dos bens que o compõem; a personalidade da pessoa natural e a sua projeção após a morte do titular; e a privacidade e sua aplicabilidade como critério limitador ao exercício dos direitos sucessórios. Em conclusão, portanto, afere-se que o fim da vida biológica não extingue o dever de tutela da vida privada do falecido, despontando o direito à privacidade como critério hermenêutico limitador do exercício do direito sucessório sobre bens digitais.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectHerança digitalpt_BR
dc.subjectDireito sucessóriopt_BR
dc.subjectPersonalidadept_BR
dc.subjectDireito à privacidadept_BR
dc.titleHerança digital : a proteção da privacidade pós-morte frente ao direito dos herdeiros sobre bens digitais.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeFreitas, Helena Patríciapt_BR
dc.contributor.refereeSouza, Iara Antunes dept_BR
dc.contributor.refereePrado, Maria Cecília Machadopt_BR
dc.description.abstractenThis study aims to examine the legal concept of digital inheritance, focusing specifically on the conflict between heirs’ inheritance rights to digital assets and the protection of privacy after death. In this regard, it is argued that the termination of a person’s legal personality does not authorize heirs’ indiscriminate access to the digital estate, and the exercise of inheritance rights must be reconciled with the limits imposed by the existential dimension of the digital content left by the deceased. The issue is analyzed in light of the absence of a specific regulatory framework in the Brazilian legal system regarding the posthumous disposition of these collections and through a qualitative documentary analysis that is primarily legal-theoretical in nature. As a theoretical framework, we adopt the dogmatic matrix proposed by Maria de Fátima Freire Sá and Bruno Torquato de Oliveira Naves, according to which postmortem legal protection is based on duties imposed on society to safeguard the deceased’s “sphere of non-freedom,” applying this to the systematization proposed by Nancy Andrighi, which establishes the limits imposed by personality rights as a criterion for the transferability of digital assets. Thus, this study examines the theoretical definition of digital assets and the categorization of the assets that comprise them; the personality of a natural person and its projection after the holder’s death; and privacy and its applicability as a limiting criterion for the exercise of inheritance rights. In conclusion, therefore, it is determined that the end of biological life does not extinguish the duty to protect the deceased’s private life, establishing the right to privacy as a hermeneutic criterion that limits the exercise of inheritance rights over digital assets.pt_BR
dc.contributor.authorID21.1.6032pt_BR
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