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Title: A análise da proposta de ampliação da lei nº 13.260/2016 (lei antiterrorismo), especialmente quanto á possibilidade de inclusão das facções criminosas na classificação legal de organizações terroristas.
Authors: Magela, Pedro Kovacs
metadata.dc.contributor.advisor: Costa, André de Abreu
metadata.dc.contributor.referee: Costa, André de Abreu
Matos, Federico Nunes de
Silva, Ana Luiza Coelho Santos
Keywords: Terrorismo
Facções criminosas
Issue Date: 2026
Citation: MAGELA, Pedro Kovacs. A análise da proposta de ampliação da lei nº 13.260/2016 (lei antiterrorismo), especialmente quanto á possibilidade de inclusão das facções criminosas na classificação legal de organizações terroristas. 2026. 36 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Abstract: O presente trabalho analisa criticamente a proposta de ampliação da Lei nº 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo), com especial atenção à possibilidade de inclusão das facções criminosas na classificação legal de organizações terroristas. Parte-se da compreensão de que o terrorismo constitui fenômeno jurídico complexo, marcado por disputas conceituais e pela adoção, em muitos ordenamentos, de modelos penais de exceção. No contexto brasileiro, a Lei Antiterrorismo surgiu para suprir lacuna normativa e atender a compromissos internacionais, adotando, contudo, um conceito restritivo que exige motivação ideológica, política ou religiosa. Paralelamente, o fortalecimento das facções criminosas, caracterizadas por elevado grau de organização, controle territorial e uso sistemático da violência extrema, tem provocado debates sobre a suficiência do arcabouço jurídico existente para enfrentá-las. O estudo examina os argumentos favoráveis e contrários à ampliação da lei, destacando os riscos de expansão punitiva, de relativização de garantias fundamentais e de banalização do conceito de terrorismo. Conclui-se que, embora as ações das facções produzam efeitos sociais semelhantes aos do terrorismo, a equiparação jurídica entre esses fenômenos demanda cautela, sob pena de comprometer princípios constitucionais estruturantes do Estado Democrático de Direito.
metadata.dc.description.abstracten: This paper critically analyzes the proposed expansion of Law No. 13.260/2016 (Anti-Terrorism Law), with particular attention to the possibility of including criminal factions in the legal classification of terrorist organizations. It starts from the understanding that terrorism constitutes a complex legal phenomenon, marked by conceptual disputes and the adoption, in many legal systems, of exceptional penal models. In the Brazilian context, the Anti-Terrorism Law emerged to fill a normative gap and meet international commitments, adopting, however, a restrictive concept that requires ideological, political, or religious motivation. Simultaneously, the strengthening of criminal factions, characterized by a high degree of organization, territorial control, and systematic use of extreme violence, has provoked debates about the sufficiency of the existing legal framework to confront them. The study examines the arguments for and against the expansion of the law, highlighting the risks of punitive expansion, relativization of fundamental guarantees, and trivialization of the concept of terrorism. It is concluded that, although the actions of criminal factions produce social effects similar to those of terrorism, equating these phenomena legally requires caution, lest it compromise fundamental constitutional principles of the Democratic Rule of Law.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9560
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