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Título: Morar e formar em Ouro Preto : responsabilidade social no ensino e a garantia do direito à cidade
Autor(es): Silva, Gabriela Sabino de Sá e
Orientador(es): Mascarenhas, Giselle Oliveira
Arruda, Guilherme Ferreira de
Membros da banca: Mascarenhas, Giselle Oliveira
Arruda, Guilherme Ferreira de
Bomfim, Alexandre Mesquita Silva
Figueiredo, Marcela Rosenburg
Palavras-chave: Arquitetura
Espaços Urbanos
Cidades
Universidades
Data do documento: 2026
Referência: SILVA, Gabriela Sabino de Sá e. Morar e formar em Ouro Preto: responsabilidade social no ensino e a garantia do direito à cidade. 2026. 118 f. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: Este Trabalho Final de Graduação parte de uma reflexão viva sobre a minha própria trajetória acadêmica na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Percebi, ao longo do curso, que a formação em Arquitetura e Urbanismo, embora estruturada por um currículo hegemônico, generalista e fortemente tecnicista, pode (e deve) se desdobrar em caminhos mais críticos, dialógicos e próximos das práticas da assessoria técnica e das demandas populares. A partir disso, discuto de que modo os processos formativos da UFOP — alimentados por ações de extensão, práticas coletivas universitárias, aproximações com ocupações urbanas e leituras sócio-espaciais — operam como um currículo real capaz de sustentar compreensões ampliadas do direito à cidade e do papel do arquiteto como mediador entre saberes. Torna-se evidente que ler criticamente a cidade exige reconhecer as desigualdades que a estruturam: em Ouro Preto, dinâmicas urbanas excludentes restringem o acesso da população a dimensões fundamentais da vida urbana, evidenciando que o direito à cidade permanece disputado.Assim, insiro este estudo no campo das práticas não hegemônicas, reconhecendo que o planejamento e as políticas tradicionais seguem subordinados à lógica do mercado, priorizando o valor de troca em detrimento do valor de uso. Em contraponto, busco analisar e valorizar práticas e expressões populares que desafiam a produção capitalista do espaço e evidenciam a necessidade de uma formação crítica capaz de tensionar o caráter elitista historicamente associado à nossa profissão. Metodologicamente, articulo uma revisão bibliográfica crítica sobre formação, direito à cidade, mediação e produção sócio-espacial, somada à aplicação de questionários e à promoção de debates coletivos. Apoiada na pedagogia sócio-espacial e em vivências de campo, busco compreender como o ensino crítico e o atrito com as ruas ampliam as leituras sobre Ouro Preto e o direito à cidade. Como desdobramento prático, as oficinas que realizei com os estudantes atuam, simultaneamente, como metodologia e produto — articulando universidade, profissão e território. O meu intuito é provocar a reinterpretação do aprendizado na instituição e fomentar uma atuação profissional ativamente comprometida com a construção equitativa do espaço urbano.
Resumo em outra língua: This Graduation Thesis stems from a living reflection on my own academic trajectory at the Federal University of Ouro Preto (UFOP). Throughout the undergraduate program, I realized that training in Architecture and Urbanism—although structured by a hegemonic, generalist, and heavily technocratic curriculum—can (and must) unfold into more critical, dialogic paths closer to the practices of technical advisory and popular demands. From this premise, I discuss how UFOP's formative processes—fueled by extension actions, collective university practices, approaches to urban occupations, and socio-spatial readings—operate as a real curriculum capable of sustaining expanded understandings of the right to the city and the role of the architect as a mediator between forms of knowledge. It becomes evident that critically reading the city requires recognizing the inequalities that structure it: in Ouro Preto, exclusionary urban dynamics restrict the population's access to fundamental dimensions of urban life, highlighting that the right to the city remains contested. Thus, I insert this study within the field of non-hegemonic practices, recognizing that traditional planning and policies remain subordinated to market logic, prioritizing exchange value over use value. In contrast, I seek to analyze and value popular practices and expressions that challenge the capitalist production of space and highlight the need for critical training capable of tensioning the elitist character historically associated with our profession. Methodologically, I articulate a critical literature review on education, the right to the city, mediation, and socio-spatial production, combined with the application of questionnaires and the promotion of collective debates. Supported by socio-spatial pedagogy and field experiences, I seek to understand how critical teaching and friction with the streets broaden readings of Ouro Preto and the right to the city. As a practical outcome, the workshops I conducted with students act simultaneously as methodology and product—articulating university, profession, and territory. My intention is to provoke a reinterpretation of learning within the institution and foster a professional practice actively committed to the equitable construction of urban space.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9502
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