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Título: Relatos de uma estagiária negra em uma multinacional sob a ótica da escrevivência.
Autor(es): Silva, Beatriz Costa Ferreira da
Orientador(es): Rezende, Ana Flávia
Membros da banca: Duarte, Hélida Mara Gomes Norato
Saraiva, Carolina Machado
Rezende, Ana Flávia
Palavras-chave: Negras
Racismo
Cultura organizacional
Mulheres - Identidade
Interseccionalidade - Sociologia
Data do documento: 2026
Referência: SILVA, Beatriz Costa Ferreira da. Relatos de uma estagiária negra em uma multinacional sob a ótica da escrevivência. 2026. 27 f. Monografia (Graduação em Administração) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026.
Resumo: Neste trabalho, analiso a minha inserção e vivências enquanto mulher negra no ambiente corporativo de uma multinacional, utilizando a escrevivência como método e epistemologia. O meu objetivo central é compreender, a partir da minha trajetória como estagiária, como os marcadores interseccionais de raça e gênero se manifestam em espaços de poder historicamente ocupados pela branquitude. Minha pesquisa fundamenta-se na interseccionalidade e nas epistemologias do Sul, rompendo com a neutralidade acadêmica ao validar a minha experiência subjetiva como fonte legítima de conhecimento. Por meio da análise temática de meus registros pessoais e memoriais de campo, revelo dinâmicas de hipervisibilidade, desconfiança e a manutenção de padrões duplos que preservam privilégios brancos. Concluo que as políticas de diversidade corporativa frequentemente limitam-se ao plano simbólico, sem enfrentar o racismo estrutural que mantém mulheres negras em posições subalternas
Resumo em outra língua: In this study, I analyze my inclusion and experiences as a Black woman in the corporate environment of a multinational company, using “escrevivência” as both a method and epistemology. My main objective is to understand, based on my trajectory as an intern, how intersectional markers of race and gender manifest in power spaces historically occupied by whiteness. My research is grounded in intersectionality and Southern epistemologies, breaking away from academic neutrality by validating my subjective experience as a legitimate source of knowledge. Through a thematic analysis of my personal records and field memorials, I reveal dynamics of hypervisibility, distrust, and the maintenance of double standards that preserve white privilege. I conclude that corporate diversity policies are often limited to a symbolic level, failing to address the structural racism that keeps Black women in subordinate positions.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9310
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