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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9199| Title: | Pessoas transgênero e direito à saúde : uma análise da relação médico-paciente no município de Ouro Preto. |
| Authors: | Pereira, Názia Aparecida |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Freitas, Helena Patrícia |
| metadata.dc.contributor.referee: | Freitas, Helena Patrícia Pereira, Flávia Souza Máximo Moreira, Layla Andrade Barros |
| Keywords: | Direito à saúde Pessoas transgênero Identidade de gênero Relação médico-paciente Sistema Único de Saúde. |
| Issue Date: | 2025 |
| Citation: | PEREIRA, Názia Aparecida.Pessoas transgênero e direito à saúde : uma análise da relação médico-paciente no município de Ouro Preto. 2025. 54 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025. |
| Abstract: | O presente trabalho de conclusão de curso analisa a temática Pessoas Transgênero e Direito à Saúde: uma análise da relação médico-paciente no Município de Ouro Preto. A investigação é conduzida sob uma perspectiva jurídico-sociológica, fundamentada na Teoria Queer de Judith Butler, a qual conceitua o gênero como uma construção performativa e relacional, distanciandose de uma identidade fixa ou essencial. Metodologicamente, o estudo empregou uma abordagem combinada. Como base empírica principal, utilizou-se o Diagnóstico Situacional da População LGBTQIAP+ de Ouro Preto, conduzido pelo Comitê Técnico de Políticas de Promoção da Equidade em 2021, por meio da plataforma Google Forms, que coletou 663 respostas. Complementarmente, foi realizada uma extensa pesquisa documental e bibliográfica, abrangendo relatórios, consultas a portais da Prefeitura de Ouro Preto, dados do Sistema Único de Saúde (SUS), legislação municipal, artigos científicos, livros e anais de eventos, bem como repositórios de universidades como a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e a Universidade Federal de Minas Gerais .Os resultados revelam que a maioria dos participantes é composta por indivíduos jovens, brancos(as) e universitários(as), com predominância de pessoas homossexuais e bissexuais, e concentração de moradia no bairro Bauxita. Destaca-se que apenas 5,2% dos respondentes se identificam como pessoas trans ou não binárias. Uma parcela considerável dos participantes nunca acessou os serviços do SUS, indicando a persistência de desinformação, temor de discriminação e barreiras institucionais. O estudo aponta que, apesar da existência de legislações municipais direcionadas à população LGBTQIA+ e possibilidade jurídica de retificação de prenome e gênero no registro civil,há carência de ações efetivas de informação e acolhimento institucional. A ausência de dados públicos atualizados sobre serviços de saúde especializados para essa população e a indisponibilidade do Plano Municipal de Saúde no site oficial da prefeitura configuram uma violação inequívoca do direito à saúde e à dignidade da pessoa humana, ambos assegurados pela Constituição Federal. Relatos colhidos no diagnóstico reforçam a urgência de uma abordagem humanizada e inclusiva na saúde pública do município. A omissão dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em relação à população trans é evidenciada pela lacuna de dados, fiscalização e políticas públicas específicas. Conclui-se que a população trans em Ouro Preto enfrenta um cenário de invisibilidade institucional, omissão administrativa e violações de direitos constitucionais. A mera existência de leis e conselhos, de forma isolada, não garante o acesso efetivo à saúde. Torna-se imperativo ampliar estratégias de informação, promover a capacitação profissional e implementar políticas públicas eficazes, visando a assegurar o direito à saúde integral da população LGBTQIAP+, em consonância com os princípios do SUS e os direitos fundamentais constitucionalmente previstos. |
| metadata.dc.description.abstracten: | This course completion paper analyzes the theme Transgender People and the Right to Health: an analysis of the physician-patient relationship in the Municipality of Ouro Preto. The investigation is conducted from a juridical-sociological perspective, grounded in Judith Butler’s Queer Theory, which conceptualizes gender as a performative and relational construction, rather than as a fixed or essential identity. Methodologically, the study employed a combined approach. As its main empirical basis, it used the Situational Diagnosis of the LGBTQIAP+ Population of Ouro Preto, carried out by the Technical Committee for Equity Promotion Policies in 2021 through the Google Forms platform, which collected 663 responses. .The results reveal that most participants are young, white, and university students, with a predominance of homosexual and bisexual individuals, and a concentration of residence in the Bauxita neighborhood. It is noteworthy that only 5.2% of respondents identify themselves as transgender or non-binary people. A considerable portion of the participants had never accessed SUS services, indicating the persistence of misinformation, fear of discrimination, and institutional barriers. The study points out that, despite the existence of municipal legislation aimed at the LGBTQIA+ population and the legal possibility of rectifying first name and gender in civil registration, there is a notable lack of effective actions for dissemination, information,and institutional reception. The absence of updated public data on specialized health services for this population and the unavailability of the Municipal Health Plan on the city government’s official website constitute an unequivocal violation of the right to health and of human dignity,both guaranteed by the Federal Constitution. Reports collected in the diagnosis reinforce the urgency of a humanized and inclusive approach to public health in the municipality. The omission of the Executive, Legislative, and Judicial branches regarding the transgender population is evidenced by the lack of data, oversight, and specific public policies. It is concluded that the transgender population in Ouro Preto faces a scenario of institutional invisibility, administrative omission, and violations of constitutional rights. The mere existence of laws and councils, in isolation, does not guarantee effective access to health care. It is therefore imperative to expand information strategies, promote professional training, and implement effective public policies in order to ensure the right to comprehensive health care for the LGBTQIAP+ population, in accordance with SUS principles and constitutionally guaranteed fundamental rights. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9199 |
| Appears in Collections: | Direito |
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