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Título: Interfaces da crononutrição e o grau de processamento alimentar com a obesidade em trabalhadores de turnos alternantes.
Autor(es): Damas, Maria Larisa Porto
Orientador(es): Ribeiro, Silvana Mara Luz Turbino
Menezes Júnior, Luiz Antônio Alves de
Membros da banca: Cunha, Simone de Fátima Viana da
Mauricio, Silvia Fernandes
Ribeiro, Silvana Mara Luz Turbino
Menezes Júnior, Luiz Antônio Alves de
Palavras-chave: Hábitos alimentares
Obesidade
Trabalhadores - nutrição
Data do documento: 2026
Referência: DAMAS, Maria Larisa Porto. Interfaces da crononutrição e o grau de processamento alimentar com a obesidade em trabalhadores de turnos alternantes. 2025. 47 f. Monografia (Graduação em Nutrição) - Escola de Nutrição, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025.
Resumo: O trabalho em turnos alternantes provoca alterações no ritmo circadiano, afetando a regulação hormonal, o metabolismo energético e os padrões alimentares. Esse desalinhamento biológico está associado a maior propensão ao consumo de alimentos ultraprocessados, que elevam o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares. Dito isso, o presente estudo, teve como objetivo avaliar o padrão de consumo alimentar de trabalhadores em diferentes faixas horárias, com ênfase na classificação dos alimentos quanto à sua extensão e propósito de processamento e uma possível relação com a obesidade. Para a análise dos dados, foi utilizado o software Jamovi (versão 2.6.26). Para a investigação sobre a relação dos padrões de crononutrição conforme a extensão e propósito de processamento com a obesidade, foi realizada uma regressão logística binária, na qual a variável dependente foi a obesidade. O estudo foi realizado com 218 trabalhadores de turnos alternantes, com idade entre 24 e 60 anos, do sexo masculino, de uma empresa mineradora na região dos Inconfidentes. A maior parte dos participantes tinham entre 30-41 anos (68,3%), seguido de 42-53 anos (21,6%), 24-29 anos (13%) e 54-60 anos (9%). Desses trabalhadores 48,17% se declararam cor parda; 29,82% cor branca; 15,14% cor negra, e apenas 1,82% se declararam indígena. Apenas 7,3% dos participantes trabalham nesse regime de turno alternante há mais de 20 anos. Foi possível observar uma variação alimentar entre os diferentes turnos de trabalho. No geral, em relação a quantidade de alimentos consumidos pelos trabalhadores em cada período 07h às 12h59 (manhã), das 13h às 18h59 (tarde), das 19h às 00h59 (noite) e das 01h às 06h59 (madrugada). O consumo de alimentos in natura foi mais elevado no período da manhã (37,00%), e o turno da tarde apresentou os menores registros desse grupo (14,17%). O consumo de frutas e hortaliças também foi maior no período da manhã (38,00%) e mais baixo à tarde (18,90%). No turno da madrugada, houve um maior consumo de alimentos processados (35,46%), ultraprocessados (32,21%) e açúcares adicionados (43,77%), além de um consumo expressivo de in natura (31,25%), embora inferior ao registrado pela manhã. Não foi identificada associação significativa entre o consumo alimentar, considerando os diferentes graus de processamento dos alimentos, e a presença de obesidade entre os trabalhadores avaliados. Conclui-se que, apesar de as variações no consumo alimentar entre os turnos não terem se traduzido em diferenças significativas na prevalência de obesidade, os resultados destacam a importância de considerar o horário e o padrão alimentar dos trabalhadores em regime de turnos, visto que esses trabalhadores vivenciam uma dessincronização circadiana prejudicial à saúde metabólica e fisiológica, a fim de compreender de forma mais ampla a relação entre o trabalho em turnos, hábitos alimentares e obesidade.
Resumo em outra língua: Shift work with alternating schedules causes changes in the circadian rhythm, affecting hormonal regulation, energy metabolism, and dietary patterns. This biological misalignment is associated with a greater propensity for the consumption of ultra-processed foods, which increases the risk of metabolic and cardiovascular diseases. In this context, the present study aimed to evaluate the dietary intake patterns of workers across different time periods, with an emphasis on the classification of foods according to the extent and purpose of processing and a possible relationship with obesity. Data analysis was performed using Jamovi software (version 2.6.26). To investigate the relationship between chrononutrition patterns according to the extent and purpose of food processing and obesity, a binary logistic regression was conducted, with obesity as the dependent variable. The study was carried out with 218 male alternating-shift workers, aged between 24 and 60 years, from a mining company located in the Inconfidentes region. Most participants were aged 30–41 years (68.3%), followed by 42–53 years (21.6%), 24–29 years (13%), and 54–60 years (9%). Among these workers, 48.17% self-identified as mixed race (pardo), 29.82% as White, 15.14% as Black, and only 1.82% as Indigenous. Only 7.3% of participants had been working under an alternating shift schedule for more than 20 years. Dietary variation was observed among the different work shifts. Overall, food intake varied across the periods from 07:00 to 12:59 (morning), 13:00 to 18:59 (afternoon), 19:00 to 00:59 (night), and 01:00 to 06:59 (early morning). The consumption of unprocessed foods was highest in the morning period (37.00%), while the afternoon shift showed the lowest values for this group (14.17%). Fruit and vegetable intake was also higher in the morning (38.00%) and lower in the afternoon (18.90%). During the early morning shift, there was a higher consumption of processed foods (35.46%), ultra-processed foods (32.21%), and added sugars (43.77%), in addition to a substantial intake of unprocessed foods (31.25%), although lower than that observed in the morning. No significant association was identified between dietary intake, considering different degrees of food processing, and the presence of obesity among the workers evaluated. It is concluded that, although variations in dietary intake across shifts did not translate into significant differences in obesity prevalence, the findings highlight the importance of considering meal timing and dietary patterns among shift workers. This is particularly relevant given that these workers experience circadian desynchronization that is detrimental to metabolic and physiological health, underscoring the need for a broader understanding of the relationship between shift work, eating habits, and obesity.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9012
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