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Título: Avaliação da atividade anti-inflamatória in vitro do guaraná (Paullinia cupana) em pó.
Autor(es): Luiz, Paulo Thiago Caldeira
Orientador(es): Souza, Melina Oliveira de
Teixeira, Clécia Dias
Membros da banca: Souza, Melina Oliveira de
Teixeira, Clécia Dias
Silva, Fernanda Guimarães Drummond e
Silva, Miriam Aparecida de Assis
Palavras-chave: Citocinas
Guaraná
Inflamação
Polifenóis
Paullinia Cupana
Data do documento: 2026
Referência: Luiz, Paulo Thiago Caldeira. Avaliação da atividade anti-inflamatória in vitro do guaraná (Paullinia cupana) em pó. 2026. 42 f. Monografia (Graduação em Nutrição) - Escola de Nutrição, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: A inflamação é um processo essencial para a homeostase do corpo, mas sua persistência crônica é um fator de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Compostos bioativos presentes em alimentos, como os polifenóis, destacam-se pelo potencial anti-inflamatório ao modular vias de sinalização celular e reduzir a produção de mediadores pró-inflamatórios. O guaraná (Paullinia cupana) é um fruto fonte de polifenóis, principalmente catequinas e epicatequinas, além de outros compostos bioativos como, metilxantinas, principalmente, cafeína e fibras alimentares. Apesar da sua rica composição em bioativos, estudos que explorem sua atividade imunomoduladora ainda são escassos na literatura. Diante desse cenário, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade anti-inflamatória in vitro do guaraná em pó. Dessa forma foi preparado um extrato aquoso de guaraná em pó (AAFCRTJ, Manaus, AM; SISGEN AB4ACC4) na proporção de 1:100 (m/v), submetido a 30 minutos de agitação magnética e centrifugação (10.015 x g por 15 min). O teor de polifenóis totais foi quantificado pelo método de Folin-Ciocalteu. A viabilidade celular foi avaliada pelo método do MTT e a resposta inflamatória induzida por lipopolissacarídeo (LPS 100 ng/mL) foi avaliada em macrófagos RAW 264.7. Os grupos experimentais consistiram em: Controle (sem estímulo/sem tratamento), Inflamado (estimulado com LPS) e Inflamado Tratado (LPS + extrato de guaraná nas concentrações 1,0; 1,5 e 2,0 mg/mL). Mediadores inflamatórios (TNF-α , IFN-γ e IL-6) foram quantificados por Cytometric Bead Array. Os dados foram analisados por ANOVA One-way, com pós-teste de Bonferroni (p < 0,05). Em suma, o extrato de guaraná apresentou 4572,17 ± 147,97 mg de Equivalente de Ácido Gálico/100g de polifenóis totais. Concentrações de até 2,5 mg/mL mantiveram a viabilidade celular acima de 80%, enquanto a dose de 5 mg/mL foi citotóxica (30% de viabilidade). O tratamento com o extrato de guaraná independente da concentração não alterou significativamente a concentração de TNF-α. Contudo, houve redução significativa da concentração de IFN-γ nas doses de 1,0 mg/mL (16%) e 2,0 mg/mL (22%) do extrato de guaraná. A concentração de IL-6 apresentou redução significativa em todas as concentrações do extrato: 1,0 mg/mL (49%), 1,5 mg/mL (42%) e 2,0 mg/mL (50%). O extrato aquoso de guaraná em pó demonstrou potencial anti-inflamatório in vitro significativo, modulando seletivamente a produção de IL-6 e IFN-γnem concentrações seguras. Estes achados sugerem que os compostos bioativos do guaraná podem auxiliar na mitigação de processos inflamatórios, justificando investigações futuras in vivo para avaliar sua aplicabilidade em contextos clínicos ou de estresse metabólico.
Resumo em outra língua: factor for the development of Non-Communicable Chronic Diseases (NCDs). Bioactive compounds present in foods, such as polyphenols, stand out for their anti-inflammatory potential by modulating cell signaling pathways and reducing the production of pro-inflammatory mediators. Guaraná (Paullinia cupana) is a fruit rich in polyphenols, mainly catechins and epicatechins, in addition to other bioactive compounds such as methylxanthines, predominantly caffeine, and dietary fiber. Despite its rich bioactive composition, studies exploring its immunomodulatory activity are still scarce in the literature. Given this scenario, the aim of the present study was to evaluate the in vitro anti-inflammatory activity of guaraná powder. An aqueous extract of guaraná powder (AAFCRTJ, Manaus, AM; SISGEN AB4ACC4) was prepared at a 1:100 (w/v) ratio, subjected to 30 minutes of magnetic stirring and centrifugation (10,015 × g for 15 min). Total polyphenol content was quantified using the Folin-Ciocalteu method. Cell viability was assessed by the MTT assay, and the inflammatory response induced by lipopolysaccharide (LPS, 100 ng/mL) was evaluated in RAW 264.7 macrophages. The experimental groups consisted of: Control (unstimulated/untreated), Inflamed (LPS-stimulated), and Treated Inflamed (LPS + guaraná extract at concentrations of 1.0, 1.5, and 2.0 mg/mL). Inflammatory mediators (TNF-α, IFN-γ, and IL-6) were quantified by Cytometric Bead Array. Data were analyzed by one-way ANOVA with Bonferroni post-test (p < 0.05). Overall, the guaraná extract presented 4,572.17 ± 147.97 g GAE/100g of total polyphenols. Concentrations up to 2.5 mg/mL maintained cell viability above 80%, while the 5 mg/mL dose was cytotoxic (30% viability). Treatment with the guaraná extract, regardless of concentration, did not significantly alter TNF-α concentration. However, there was a significant reduction in IFN concentration at doses of 1.0 mg/mL (16%) and 2.0 mg/mL (22%) of the guaraná extract. IL-6 concentration showed a significant reduction at all extract concentrations: 1.0 mg/mL (49%), 1.5 mg/mL (42%), and 2.0 mg/mL (50%). The aqueous extract of guaraná powder demonstrated significant in vitro anti-inflammatory potential, selectively modulating the production of IL-6 and IFN-γ at safe concentrations. These findings suggest that the bioactive compounds of guaraná may help mitigate inflammatory processes, warranting future in vivo investigations to assess their applicability in clinical contexts or metabolic stress conditions.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9765
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