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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9670| Título : | A cultura anti-woke nas políticas e práticas de empresas multinacionais : uma análise documental. |
| Autor : | Coelho, Joice de Cássia Paranhos |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Pena, Felipe Gouvêa |
| metadata.dc.contributor.referee: | Pena, Felipe Gouvêa Rocha, Simone Aparecida Simões Norato, Hélida Mara Gomes Lima, Danielle Pedretti Morais |
| Palabras clave : | Empresas multinacionais - Aspectos sociais Epistemologia social Governança corporativa Relações culturais Socialismo |
| Fecha de publicación : | 2026 |
| Citación : | COELHO, Joice de Cássia Paranhos. A cultura anti-woke nas políticas e práticas de empresas multinacionais : uma análise documental. 2026. 39 f. Monografia (Graduação em Administração) - Instituto de Ciências Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026. |
| Resumen : | Este trabalho buscou analisar como a cultura anti-woke tem se manifestado em políticas e práticas de empresas multinacionais nos últimos anos, a partir de uma análise documental. A cultura anti-woke é compreendida como um movimento de contestação às políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), caracterizado pela ressignificação pejorativa do termo "woke", originalmente associado à consciência sobre desigualdades sociais, e pela articulação de discursos que questionam a legitimidade dessas iniciativas, frequentemente associados a mudanças no ambiente político e regulatório, como as ordens executivas do governo Trump a partir de 2025. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, exploratória e descritiva, utilizando a pesquisa documental como procedimento metodológico. O corpus de análise foi composto por 27 documentos, incluindo comunicados institucionais, documentos governamentais, reportagens de veículos nacionais e internacionais, e publicações de organizações especializadas, referentes ao período de 2025 e 2026. Os resultados indicam que a manifestação da cultura anti-woke ocorre por meio de três frentes articuladas: (i) normativo jurídica, com a alteração do custo de manutenção das políticas de DEI impulsionada por ordens executivas e judicialização; (ii) discursiva, marcada pela substituição de terminologias como "DEI" por expressões como "cultura de pertencimento" e "estratégia de talentos", além do silêncio institucional estratégico; e (iii) mercadológica, evidenciada pela redução da representatividade em setores como entretenimento e publicidade, refletindo o receio de retaliações. Conclui-se que as políticas de DEI em empresas multinacionais não são definidas exclusivamente por escolhas internas de gestão, mas são profundamente influenciadas por pressões externas, regulatórias, jurídicas e simbólicas, que se articulam de maneira complexa. O estudo contribui para a literatura de Gestão Internacional de Recursos Humanos ao evidenciar que a diversidade deixou de ser um campo isolado de gestão de pessoas para se tornar um palco de disputas entre risco jurídico, reputação e coerência entre discursos e práticas, demandando atenção contínua de pesquisadores, gestores e formuladores de políticas públicas. |
| metadata.dc.description.abstracten: | This study aimed to analyze how the anti-woke culture has manifested in the policies and practices of multinational corporations in recent years, based on a documentary analysis. The anti-woke culture is understood as a movement contesting Diversity, Equity, and Inclusion (DEI) policies, characterized by the pejorative resignification of the term "woke", originally associated with awareness of social inequalities, and by the articulation of discourses that question the legitimacy of these initiatives, often linked to changes in the political and regulatory environment, such as the executive orders issued by the Trump administration from 2025 onward. The research is characterized as qualitative, exploratory, and descriptive, employing documentary research as its methodological procedure. The corpus of analysis consisted of 27 documents, including institutional communications, government documents, reports from national and international media outlets, and publications from specialized organizations, covering the period from 2025 to 2026. The results indicate that the manifestation of anti-woke culture occurs through three interrelated fronts: (i) the normative legal front, marked by changes in the cost of maintaining DEI policies driven by executive orders and judicialization; (ii) the discursive front, characterized by the replacement of terminology such as "DEI" with expressions like "culture of belonging" and "talent strategy," in addition to strategic institutional silence; and (iii) the market front, evidenced by reduced representation in sectors such as entertainment and advertising, reflecting fear of backlash. It is concluded that DEI policies in multinational corporations are not defined exclusively by internal management choices, but are deeply influenced by external pressures, regulatory, legal, and symbolic, that interact in complex ways. The study contributes to the literature on International Human Resource Management by highlighting that diversity is no longer an isolated field of people management but has become an arena of disputes involving legal risk, reputation, and coherence between discourse and practice, demanding continuous attention from researchers, managers, and public policy makers. |
| URI : | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9670 |
| Aparece en las colecciones: | Administração |
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