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Campo DC Valor Lengua/Idioma
dc.contributor.advisorAlmeida, Juliana Evangelista dept_BR
dc.contributor.authorCarvalho, Arthur Lage Garcia-
dc.date.accessioned2026-08-01T02:56:58Z-
dc.date.available2026-08-01T02:56:58Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationCARVALHO, Arthur Lage Garcia. Colonialismo de dados, soberania digital e os limites da LGPD no Brasil. 2026. 47 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9449-
dc.description.abstractA presente pesquisa analisa os limites da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais no enfrentamento da colonialidade de dados no Brasil, especialmente diante da atuação das grandes plataformas digitais transnacionais e da dependência brasileira em relação a infraestruturas tecnológicas estrangeiras. Parte-se da hipótese de que a LGPD, embora represente avanço normativo relevante na proteção dos titulares, não é suficiente, por si só, para conter práticas extrativistas baseadas na coleta, no processamento e na monetização massiva de dados pessoais. Para desenvolver essa análise, adota-se abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica interdisciplinar e análise normativa da legislação brasileira, em diálogo com autores que discutem imperialismo, capitalismo de vigilância, colonialismo de dados, colonialidade do poder, epistemicídio e soberania digital. O trabalho examina, inicialmente, a concentração econômica e material das infraestruturas digitais, demonstrando que a chamada “nuvem” depende de cabos submarinos, data centers, servidores, energia, recursos naturais e regimes privados de propriedade. Em seguida, analisa os limites da LGPD quanto ao consentimento, à autodeterminação informacional, à atuação da ANPD, aos fluxos transfronteiriços de dados e à dependência de plataformas estrangeiras em setores estratégicos, como educação, saúde, Judiciário e administração pública. Por fim, discute alternativas para a construção de uma soberania digital democrática no Brasil, a partir do diálogo com referências regulatórias internacionais, especialmente o GDPR e a PIPL, da crítica hacker-fanoniana e de propostas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura pública, da transparência algorítmica, da contratação pública estratégica e da educação digital crítica. Conclui-se que a LGPD é necessária, mas insuficiente para enfrentar a colonialidade de dados, sendo indispensável articulá-la a um projeto mais amplo de autonomia tecnológica, controle social e soberania digital.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectColonialismo de dadospt_BR
dc.subjectSoberania digitalpt_BR
dc.subjectLei Geral de Proteção de Dadospt_BR
dc.subjectBig Techspt_BR
dc.subjectProteção de dados pessoaispt_BR
dc.titleColonialismo de dados, soberania digital e os limites da LGPD no Brasil.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeAlmeida, Juliana Evangelista dept_BR
dc.contributor.refereeSilva, Andressa de Bittencourt Siqueira dapt_BR
dc.contributor.refereeSilva Júnior, Elísio Hermenegildopt_BR
dc.description.abstractenThis research analyzes the limits of the Brazilian General Personal Data Protection Law in confronting data coloniality in Brazil, especially in light of the activities of large transnational digital platforms and Brazil’s dependence on foreign technological infrastructures. It starts from the hypothesis that, although the LGPD represents a relevant normative advance in the protection of data subjects, it is not sufficient, by itself, to contain extractive practices based on the massive collection, processing, and monetization of personal data. To develop this analysis, the research adopts a qualitative approach, based on an interdisciplinary bibliographic review and a normative analysis of Brazilian legislation, in dialogue with authors who discuss imperialism, surveillance capitalism, data colonialism, coloniality of power, epistemicide, and digital sovereignty. The study first examines the economic and material concentration of digital infrastructures, showing that the so-called “cloud” depends on submarine cables, data centers, servers, energy, natural resources, and private property regimes. It then analyzes the limits of the LGPD regarding consent, informational self determination, the role of the Brazilian Data Protection Authority, cross-border data flows, and the dependence on foreign platforms in strategic sectors such as education, health, the judiciary, and public administration. Finally, it discusses alternatives for building democratic digital sovereignty in Brazil, based on a dialogue with international regulatory references, especially the GDPR and the PIPL, the hacker-Fanonian critique, and proposals aimed at strengthening public infrastructure, algorithmic transparency, strategic public procurement, and critical digital education. The research concludes that the LGPD is necessary but insufficient to confront data coloniality, making it essential to connect it to a broader project of technological autonomy, social control, and digital sovereignty.pt_BR
dc.contributor.authorID21.1.6130pt_BR
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