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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9350Registro completo de metadados
| Campo Dublin Core | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Salierno, Camila Carvalho Menezes | pt_BR |
| dc.contributor.advisor | Resende, Francine Rubim de | pt_BR |
| dc.contributor.author | Assis, Clara Gomes | - |
| dc.date.accessioned | 2026-07-13T12:10:11Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-13T12:10:11Z | - |
| dc.date.issued | 2026 | pt_BR |
| dc.identifier.citation | ASSIS, Clara Gomes. Qualidade nutricional de leites e derivados com a alegação nutricional "zero". 2026. 47 f. Monografia (Graduação em Nutrição) - Escola de Nutrição, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9350 | - |
| dc.description.abstract | A rotulagem de alimentos constitui um importante instrumento de comunicação entre fabricantes e consumidores, desempenhando papel essencial na garantia da segurança alimentar e na promoção da saúde pública. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece as diretrizes para a apresentação das informações nutricionais, dentre elas, as alegações nutricionais como “zero”, “sem adição de” ou “reduzido em”. Estudos apontam que o uso estratégico de alegações, sobretudo em produtos ultraprocessados, pode gerar o chamado efeito halo de saúde, mascarando a presença de nutrientes críticos e induzindo escolhas alimentares inadequadas.No entanto, são escassos na literatura estudos que avaliem a qualidade de alimentos comercializados com alegação nutricional “zero”. Diante desse cenário, o presente estudo tem como objetivo avaliar a extensão e o propósito de processamento de produtos lácteos comercializados no Brasil com a alegação “zero” nos rótulos, assim como a presença de altos teores de nutrientes críticos. Trata-se de um estudo transversal realizado no ano de 2025, com coleta de dados em três supermercados de Belo Horizonte/MG e nos sites oficiais das marcas identificadas. Os alimentos foram classificados segundo a classificação Nova e avaliados conforme os modelos de perfil de nutrientes da ANVISA e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Identificou-se 314 produtos, entre leites fermentados (51,91%), queijos (14,65%), bebidas lácteas (11,78%), leites de consumo (8,28%), manteiga e creme de leite (4%), entre outros. Os resultados indicaram que 77,8% dos produtos com alegação “zero” eram ultraprocessados. A alegação mais frequente foi referente a “zero lactose” (91,7%), sugerindo maior foco da indústria em atender demandas de consumo específicas, mas não necessariamente relacionadas à redução de nutrientes críticos. Segundo a ANVISA, apenas 16,6% dos produtos apresentaram excesso de nutrientes críticos e receberam a rotulagem nutricional frontal, enquanto, pelo modelo daOPAS, esse percentual foi maior, atingindo 88,5%. Além disso, identificou-se o uso frequente de edulcorantes artificiais em substituição aos açúcares, e a presença de alegações adicionais como “alto em proteína” e “fonte de vitaminas e minerais”, que podem reforçar o efeito halo de saúde. Conclui-se que a presença da alegação “zero” em rótulos de produtos lácteos não garante melhor qualidade nutricional, uma vez que a maioria são classificados como alimentos ultraprocessados, e parte deles possuem em sua composição nutrientes críticos em excesso, além da presença de edulcorantes e outros aditivos. Os achados reforçam a importância de critérios mais rigorosos e transparentes na regulação da rotulagem nutricional não obrigatória, visando promover melhores escolhas alimentares pela população. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.subject | Rotulagem nutricional | pt_BR |
| dc.subject | Produtos lácteos | pt_BR |
| dc.subject | Marketing de alimentos | pt_BR |
| dc.title | Qualidade nutricional de leites e derivados com a alegação nutricional "zero". | pt_BR |
| dc.type | TCC-Graduação | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Salierno, Camila Carvalho Menezes | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Faria, Natália Cristina de | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Reis, Brendha Ferreira Louven dos | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Resende, Francine Rubim de | pt_BR |
| dc.description.abstracten | Food labeling constitutes an important communication tool between manufacturers and consumers, playing an essential role in ensuring food safety and promoting public health. In Brazil, the National Health Surveillance Agency (ANVISA) establishes the guidelines 29 for the presentation of nutritional information, including nutrition claims such as “zero,” “no added,” or “reduced in.” Studies indicate that the strategic use of claims, especially in ultra-processed products, may generate the so-called health halo effect, masking the presence of critical nutrients and inducing inappropriate food choices. However, the literature seems to lack studies that assess the quality of foods marketed with the “zero” nutrition claim. In this context, the present study aims to evaluate the extent and purpose of processing of dairy products marketed in Brazil with the “zero” claim on labels, as well as the presence of high levels of critical nutrients. This is a cross-sectional study conducted in 2025, with data collection carried out in three supermarkets in Belo Horizonte/MG and on the official websites of the identified brands. Foods were classified according to the Nova classification and evaluated based on the nutrient profile models of ANVISA and the Pan American Health Organization (PAHO). A total of 314 products were identified, including fermented milks (52%), cheeses (15%), dairy beverages (12%), fluid milk (8%), butter and cream (4%), among others. Results showed that 77.8% of products with the “zero” claim were ultra-processed. The most frequent claim referred to “lactose-free” (91.7%), suggesting a greater focus of the industry on meeting specific consumer demands, but not necessarily related to the reduction of critical nutrients. According to ANVISA, only 16.6% of products presented excess critical nutrients and would receive front-of-package nutrition labeling, while under the PAHO model this percentage was higher, reaching 88.5%. Furthermore, frequent use of artificial sweeteners as a replacement for sugars was identified, along with additional claims such as “high in protein” and “source of vitamins and minerals,” which may reinforce the health halo effect. It is concluded that the presence of the “zero” claim on dairy product labels does not guarantee better nutritional quality, since most are classified as ultra-processed foods, and some contain excessive amounts of critical nutrients as well as sweeteners. The findings highlight the importance of more rigorous and transparent criteria in the regulation of voluntary nutrition labeling, aiming to promote healthier food choices among the population. | pt_BR |
| dc.contributor.authorID | 21.2.7035 | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Nutrição | |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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