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Título: Processos estruturais e separação de poderes.
Autor(es): Soares, Livia Maria de Paula
Orientador(es): Nunes, Leonardo Silva
Membros da banca: Nunes, Leonardo Silva
Freitas, Helena Patrícia
Prado, Maria Cecília Machado
Palavras-chave: Processos estruturais
Separação de poderes
Direitos fundamentais
Diálogo institucional
Ativismo judicial
Data do documento: 2026
Referência: SOARES, Livia Maria de Paula. Processos Estruturais e Separação de Poderes. 2026. 50 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: O presente trabalho analisa a ascensão dos processos estruturais como instrumento jurisdicional necessário à tutela dos direitos fundamentais no Estado Democrático de Direito, diante da constatação da insuficiência das demandas individuais para solucionar violações sistêmicas e massivas. Trata-se de pesquisa de natureza teórica, exploratória e qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e análise dogmática de obras nacionais e estrangeiras sobre direitos fundamentais, judicialização da política, ativismo judicial e separação de poderes. O problema de pesquisa consiste em compreender de que modo os processos estruturais se apresentam como instrumento apto à efetivação de direitos fundamentais sem comprometer o princípio da separação de poderes, especialmente no contexto do protagonismo assumido pelo Poder Judiciário. Busca-se demonstrar que, em litígios complexos e policêntricos, a legitimidade da atuação judicial não decorre da imposição unilateral de vontade, mas da adoção de um modelo processual cooperativo, flexível e dialógico. Examina-se a evolução do tema na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, notadamente a transição de uma postura meramente declaratória para uma jurisdição de monitoramento e coordenação, exemplificada nas ADPFs 347 e 709. Por fim, o estudo aborda o Projeto de Lei nº 03/2025 como proposta de marco normativo que propõe institucionalizar a cooperação interinstitucional e a consensualidade como eixos da tutela estrutural no Brasil.
Resumo em outra língua: This study examines the rise of structural litigation as a necessary jurisdictional instrument for the protection of fundamental rights within the Rule of Law, in light of the insufficiency of individual claims to address systemic and widespread violations. It is a theoretical, exploratory, and qualitative research, developed through a bibliographical review and doctrinal analysis of national and foreign scholarship on fundamental rights, judicialization of politics, judicial activism, and separation of powers. The research problem consists in understanding how structural processes can operate as effective tools for the enforcement of fundamental rights without undermining the principle of separation of powers, particularly in the context of the increasingly prominent role assumed by the Judiciary. The study argues that, in complex and polycentric disputes, the legitimacy of judicial intervention does not derive from the unilateral imposition of decisions, but rather from the adoption of a cooperative, flexible, and dialogical procedural model. It further examines the evolution of this approach in the case law of the Brazilian Supreme Federal Court, especially the transition from a predominantly declaratory posture to a jurisdiction focused on monitoring and institutional coordination, as illustrated by ADPFs 347 and 709. Finally, the research analyzes Bill No. 03/2025 as a normative milestone that institutionalizes interinstitutional cooperation and consensuality as guiding principles of structural litigation in Brazil.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8904
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