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dc.contributor.advisorSilva, Marlon Garcia dapt_BR
dc.contributor.authorBento, Lisiane Maria Silva-
dc.date.accessioned2026-02-27T20:16:09Z-
dc.date.available2026-02-27T20:16:09Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationBENTO, Lisiane Maria Silva. Investigação das relações entre os complexos categoriais da mimese, da evocação e da desfetichização na Estética de 1963 de György Lukács. 2026. 66 f. Monografia (Graduação em Serviço Social) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8803-
dc.description.abstractO presente trabalho constitui-se como resultado de atividades de pesquisa e extensão articuladas ao tema em relações de potencialização recíproca, desenvolvidas pela discente ao longo da graduação em Serviço Social na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A partir de um estudo bibliográfico, toma-se como referência central o capítulo V da obra A peculiaridade do Estético, de György Lukács. Em sua Estética de maturidade (1963), o autor defende a existência de uma estrutura categorial peculiar das atividades estéticas e artísticas humanas, em distinção a outros complexos sociais específicos, como a ciência, a religião e a política. Retomando criticamente a tradição filosófica ocidental, Lukács desenvolve formulações originais ao situar as categorias estéticas no interior dos processos históricos de humanização e de autoconstituição do ser social, compreendendo a arte não como capacidade apriorística, mas como forma específica de elaboração subjetiva e prática de respostas humanas a necessidades socialmente determinadas. Nesse percurso, o autor realiza uma investigação aprofundada acerca dos problemas do reflexo, demarcando a peculiaridade das formas de reflexo no mundo humano, orientadas pela capacidade teleológica. Tal movimento conduz ao discernimento do caráter específico do reflexo estético e artístico, desenvolvido ao longo de seis capítulos especialmente dedicados aos problemas da mimese. A mimese é compreendida, em uma primeira aproximação, como a conversão de um reflexo da realidade na prática de um sujeito, processo atravessado por intencionalidades carregadas de emoções e saturadas de socialidade, que conformam, em diferentes níveis, formas sensíveis intensificadas, expressivas e evocativas. Essas formas se organizam e objetivam em um gradiente que transita do cotidiano ao estético e ao artístico. A pesquisa percorreu a gênese e o desenvolvimento das capacidades miméticas e evocadoras a partir do trabalho e da vida cotidiana, analisando suas expressões iniciais no âmbito da magia e suas formas germinais no estético e no artístico, até alcançar os umbrais da arte enquanto potência emancipatória. Os resultados indicam que as capacidades miméticas e evocadoras da arte desempenham papel fundamental no enfrentamento do fetiche e da reificação, ao possibilitarem a superação da imediaticidade coisificada dos fenômenos sociais. Nesse sentido, a arte contribui para a emancipação humana ao favorecer a retomada do protagonismo histórico dos sujeitos. Por fim, o trabalho sistematiza a estrutura categorial da obra lukacsiana em interlocução com os fundamentos críticos do Serviço Social brasileiro contemporâneo, evidenciando a cultura e a subjetividade como campos estratégicos de resistência e luta. As reflexões desenvolvidas fortalecem o projeto ético-político profissional, ao oferecer bases teóricas para uma leitura crítica da realidade social e para a afirmação de práticas comprometidas com a emancipação humana.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectArtept_BR
dc.subjectEvocaçãopt_BR
dc.subjectDesfetichizaçãopt_BR
dc.subjectServiço socialpt_BR
dc.subjectEmancipação humanapt_BR
dc.titleInvestigação das relações entre os complexos categoriais da mimese, da evocação e da desfetichização na Estética de 1963 de György Lukács.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.rights.licenseEste trabalho está sob uma licença Creative Commons BY-NC-ND 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/?ref=chooser-v1).pt_BR
dc.contributor.refereeSilva, Marlon Garcia dapt_BR
dc.contributor.refereePerez, Davi Machadopt_BR
dc.contributor.refereeReis, Gustavo de Almeidapt_BR
dc.description.abstractenThis paper is the result of research and extension activities linked to the theme of mutual empowerment, developed by the student during her undergraduate studies in Social Work at the Federal University of Ouro Preto (UFOP). Based on a bibliographic study, Chapter V of György Lukács's The Peculiarity of the Aesthetic is taken as a central reference. In his mature work Aesthetics (1963), the author defends the existence of a peculiar categorical structure of human aesthetic and artistic activities, as distinct from other specific social complexes, such as science, religion, and politics. Critically revisiting the Western philosophical tradition, Lukács develops original formulations by situating aesthetic categories within the historical processes of humanization and self-constitution of the social being, understanding art not as an a priori capacity, but as a specific form of subjective and practical elaboration of human responses to socially determined needs. In this journey, the author conducts an in-depth investigation into the problems of reflection, highlighting the peculiarity of forms of reflection in the human world, guided by teleological capacity. This movement leads to the discernment of the specific character of aesthetic and artistic reflection, developed over six chapters specially dedicated to the problems of mimesis. Mimesis is understood, at first glance, as the conversion of a reflection of reality into the practice of a subject, a process traversed by intentionalities charged with emotions and saturated with sociality, which conform, at different levels, to intensified, expressive, and evocative sensitive forms. These forms are organized and objectified in a gradient that transitions from the everyday to the aesthetic and artistic. The research traced the genesis and development of mimetic and evocative capacities from work and everyday life, analyzing their initial expressions in the realm of magic and their germinal forms in the aesthetic and artistic, until reaching the thresholds of art as an emancipatory power.The results indicate that the mimetic and evocative capacities of art play a fundamental role in confronting fetishism and reification, as they enable the overcoming of the reified immediacy of social phenomena. In this sense, art contributes to human emancipation by favoring the resumption of the historical protagonism of subjects. Finally, the work systematizes the categorical structure of Lukács's work in dialogue with the critical foundations of contemporary Brazilian social work, highlighting culture and subjectivity as strategic fields of resistance and struggle. The reflections developed strengthen the professional ethical-political project by offering theoretical bases for a critical reading of social reality and for the affirmation of practices committed to human emancipation.pt_BR
dc.contributor.authorID22.1.3346pt_BR
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