Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8669
Título: Moda e crítica social no Instagram : o ativismo antirracista de Andreza Ramos.
Autor(es): Ferreira, Beatriz da Costa
Orientador(es): Tavares, Frederico de Mello Brandão
Membros da banca: Silva, Karina Gomes Barbosa da
Carneiro, Dayana Cristina Barboza
Tavares, Frederico de Mello Brandão
Palavras-chave: Moda
Instagram - rede social on-line
Mulheres - negras
Data do documento: 2025
Referência: FERREIRA, Beatriz da Costa. Moda e crítica social no Instagram: o ativismo antirracista de Andreza Ramos. 2025. 66 f. Monografia (Graduação em Jornalismo) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2025.
Resumo: Este Trabalho de Conclusão de Curso analisa como a influenciadora Andreza Ramos utiliza a moda como ferramenta de ativismo social no Instagram, a partir da intersecção entre raça, gênero e mídia digital. O estudo parte da compreensão do racismo estrutural no Brasil e da invisibilidade histórica da mulher negra, problematizando a branquitude enquanto estrutura de privilégios. Nesse contexto, a moda é abordada não apenas como fenômeno estético ou mercadológico, mas como linguagem social, cultural e política, capaz de expressar identidades, promover pertencimento e resistir a padrões eurocêntricos. A pesquisa discute a moda como um campo de disputa simbólica em que o corpo negro, especialmente o feminino, é constantemente marginalizado. A partir da perspectiva de autoras como Djamila Ribeiro, bell hooks e Patricia Hill Collins, evidencia-se que a moda negra, ao resgatar referências culturais e ancestrais, atua como instrumento de autoafirmação e reapropriação do corpo. Nesse processo, a branquitude é tensionada como lugar de poder e invisibilidade, revelando seus mecanismos de exclusão e apropriação cultural. O trabalho também se ancora no conceito de ativismos digitais, compreendendo as redes sociais como espaços de visibilidade, resistência e produção de sentidos. A rede social Instagram, marcada por sua ambiência digital interativa, possibilita a criação de narrativas identitárias e coletivas que ressignificam representações hegemônicas. Nesse ambiente, Andreza Ramos constrói uma presença digital que vai além da estética, mobilizando discursos críticos e decoloniais sobre moda e sociedade. A análise qualitativa concentra-se em uma postagem específica da influenciadora, “Como as microtendências têm sido a principal ferramenta do pacto da branquitude na moda” (09/01/2025); que, ao problematizar a apropriação branca de símbolos culturais, mobiliza ampla interação do público. Foram observados os elementos discursivos, visuais e interacionais da publicação, revelando como Andreza ocupa um lugar de fala que legitima sua narrativa, articula contranarrativas à hegemonia estética branca e transforma sua performance digital em espaço de representatividade e conscientização. Conclui-se que a moda, em sua dimensão estético-política, pode ser mobilizada como linguagem ativista, contribuindo para o empoderamento da mulher negra e para a ampliação de debates sobre racismo, identidade e pertencimento. O estudo demonstra que, no ambiente digital, a moda não é apenas consumo, mas também um território de disputa simbólica, memória e transformação social.
Resumo em outra língua: This undergraduate thesis analyzes how the influencer Andreza Ramos uses fashion as a tool for social activism on Instagram, from the intersection of race, gender, and digital media. The study begins with an understanding of structural racism in Brazil and the historical invisibility of Black women, problematizing whiteness as a structure of privilege. In this context, fashion is approached not only as an aesthetic or market phenomenon but as a social, cultural, and political language, capable of expressing identities, promoting belonging, and resisting Eurocentric standards. The research discusses fashion as a field of symbolic dispute in which the Black body, especially the female body, is constantly marginalized. From the perspective of authors such as Djamila Ribeiro, bell hooks, and Patricia Hill Collins, it is evident that Black fashion, by reclaiming cultural and ancestral references, acts as an instrument of self- affirmation and reappropriation of the body. In this process, whiteness is challenged as a place of power and invisibility, revealing its mechanisms of exclusion and cultural appropriation. The work is also anchored in the concept of digital activism, understanding social networks as spaces of visibility, resistance, and production of meaning. Instagram, marked by its interactive digital environment, enables the creation of identity-based and collective narratives that resignify hegemonic representations. In this environment, Andreza Ramos builds a digital presence that goes beyond aesthetics, mobilizing critical and decolonial discourses on fashion and society. The qualitative analysis focuses on a specific post by the influencer, "How microtrends have been the main tool of the whiteness pact in fashion" (01/09/2025), which, by problematizing the white appropriation of cultural symbols, mobilizes broad public interaction. The discursive, visual, and interactional elements of the publication were observed, revealing how Andreza occupies a place of speech that legitimizes her narrative, articulates counter-narratives to the white aesthetic hegemony, and transforms her digital performance into a space of representation and awareness. It is concluded that fashion, in its aesthetic-political dimension, can be mobilized as an activist language, contributing to the empowerment of Black women and the expansion of debates on racism, identity, and belonging. The study demonstrates that, in the digital environment, fashion is not just consumption, but also a territory of symbolic dispute, memory, and social transformation.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8669
Aparece nas coleções:Jornalismo

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
MONOGRAFIA_CríticaSocialInstagram.pdf7,54 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens na BDTCC estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.