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Título: A quem cabe a decisão de ser mãe? Uma análise jurídico-decolonial da autonomia feminina na maternidade.
Autor(es): Lopes, Camila Dutra Faria Almeida
Orientador(es): Pereira, Flávia Souza Máximo
Braga, Laura Gonçalves
Membros da banca: Pereira, Flávia Souza Máximo
Lisbôa, Natália de Souza
Machado, Gisele Fernandes
Palavras-chave: Feminismo decolonial
Direito civil
Autonomia na maternidade
Esterilização voluntária
Data do documento: 2023
Referência: LOPES, Camila Dutra Faria Almeida. A quem cabe a decisão de ser mãe? uma análise jurídico-decolonial da autonomia feminina na maternidade. 2023. 41 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2023.
Resumo: Esta pesquisa jurídico-sociológica examinou, sob a ótica feminista decolonial, a existência de um possível projeto político-normativo colonial no Brasil, que tem o objetivo de restringir a autonomia da mulher em relação à maternidade. Para tanto, foram observadas as normas brasileiras sobre esterilização voluntária feminina e outros blocos legislativos correlatos, com a intenção de investigar o papel do Direito nesse cenário. Como estratégia metodológica, escolhemos analisar especificamente o artigo 10 da Lei nº 9.263 de 1996, que trata da esterilização voluntária e sofreu recentes alterações através da Lei nº 14.443 de 2022. Adotou-se, como marco teórico principal, a perspectiva de maternidade desenvolvida por Oyèrónkẹ Oyěwùmí (2016), como forma de subverter a lógica hegemônica, que associa a maternidade a uma posição de liderança nas Sociedades Iorubás, diferentemente da perspectiva eurocêntrica. Assim, considerando a perspectiva feminista decolonial na autonomia da mulher, pretendeu-se responder o seguinte questionamento: a quem cabe a decisão de ser mãe? A partir desse problema, tem-se como hipótese que, diante de um sistema jurídico imbricado na colonialidade de gênero, as mulheres têm sua autonomia restringida ao decidirem se desejam ou não ser mães.
Resumo em outra língua: This juridical-sociological research examined, from the decolonial feminist perspective, the existence of a possible colonial political-normative project in Brazil, which aims to restrict women's autonomy in relation to motherhood. To this end, the Brazilian norms on voluntary sterilization and other related legislative blocks were observed, with the intention of investigating the role of the Law in this scenario. As a methodological strategy, we chose to specifically analyze article 10 of Law nº. 9.263 of 1996, which deals with voluntary sterilization and has undergone recent changes through Law nº 14.443 of 2022. The perspective of motherhood developed by Oyèrónkẹ Oyěwùmí (2016) was adopted as the main theoretical framework, as a way to subvert the hegemonic logic, which associates motherhood with a leadership position in Yoruba Societies, unlike the Eurocentric perspective. Finally, it was intended to carry out the following question: who is responsible for the decision to be a mother? From this questioning, as a hypothesis, it was inferred that women do not have full autonomy to decide whether they want to be mothers or not.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/5963
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