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dc.contributor.advisorCarneiro, Cláudia Martinspt_BR
dc.contributor.authorRezende, Mariana Trevisan-
dc.date.accessioned2026-08-13T19:46:07Z-
dc.date.available2026-08-13T19:46:07Z-
dc.date.issued2024pt_BR
dc.identifier.citationREZENDE, Mariana Trevisan. Relato de caso: vaginismo, um impasse no rastreio do câncer do colo do útero: autocoleta como possível solução. 2024. 54 f. Monografia (Especialização em Citologia Clínica) - Escola de Farmácia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2024.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9529-
dc.description.abstractO vaginismo é uma condição de saúde que prejudica a participação no rastreio tradicional do câncer do colo do útero (CCU) por meio da realização periódica do exame de Papanicolaou, pois existe uma dificuldade de penetração devido a espasmos involuntários da musculatura ao redor da vagina, deixando quase inviável ou inviável a coleta de amostra. A autocoleta cervicovaginal seguida de teste molecular para identificação do Papilomavírus humano (HPV) mostra-se como uma abordagem promissora para populações difíceis de serem rastreadas, demonstrando altas taxas de aceitabilidade. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi relatar um caso clínico de uma paciente com vaginismo avaliando a utilização da autocoleta cervicovaginal como alternativa para rastreio do CCU. O caso clínico descreve uma mulher de 48 anos de idade, branca, tem um filho de um casamento anterior, atualmente mora junto com um homem, não tem relação sexual nenhuma com o atual parceiro, não tem histórico de CCU e nem histerectomia, nunca fez o exame de Papanicolaou, mas já tentou realizá-lo algumas vezes sem concluir o procedimento. Após conversa com a paciente, ela consentiu em ir Unidade Básica de Saúde (UBS) para realização do exame de Papanicolaou. Entretanto, a coleta do exame não foi feita, pois a paciente contraiu excessivamente a musculatura vaginal e gritou quando o espéculo foi encostado. Durante o exame, a paciente demonstrou sinais físicos e emocionais negativos relacionados a penetração, grito, evitação, dor, medo, ansiedade. Posteriormente a enfermeira ofereceu a autocoleta como alternativa e a paciente prontamente aceitou, preferindo levar o kit para casa para realizar o procedimento. Demonstrou interesse em participar do rastreio do CCU. Após cerca de um mês, depois de três tentativas de contato com a paciente, a autocoleta não foi concluída. Após esse período, a enfermeira marcou novamente uma consulta na UBS para explicação mais detalhada do procedimento, ocasião que a paciente conseguiu concluir a autocoleta em uma sala privativa. Importante frisar que o caso exposto evidencia um problema de saúde recorrente, porém negligenciado, que é o déficit do rastreamento do CCU de pessoas com vaginismo. É evidente a importância de avaliação de novas abordagens para que essas pacientes possam ser englobadas no programa de rastreio deste câncer que é prevenível, porém que ainda tem alta incidência e mortalidade. Os resultados obtidos até então são considerados promissores, mas ainda é necessário que maiores investigações sejam realizadas, principalmente com pacientes que apresentam diferentes graus de vaginismo.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectCitologiapt_BR
dc.subjectTeste de Papanicolaoupt_BR
dc.subjectColo uterino - câncerpt_BR
dc.subjectVaginismopt_BR
dc.titleRelato de caso : vaginismo, um impasse no rastreio do câncer do colo do útero : autocoleta como possível solução.pt_BR
dc.typeTCC-Especializaçãopt_BR
dc.contributor.refereeCruz, Fabyola Jorgept_BR
dc.contributor.refereeDiscacciati, Michelle Garciapt_BR
dc.contributor.refereeCarneiro, Cláudia Martinspt_BR
dc.description.abstractenVaginismus is a health condition that hinders participation in traditional cervical cancer (CC) screening through periodic Pap smears, as there is difficulty in penetration due to involuntary spasms of the muscles around the vagina, making sample collection almost impossible or unfeasible. Cervicovaginal self-collection followed by molecular testing for identification of Human Papillomavirus (HPV) appears to be a promising approach for difficult-to-screen populations, demonstrating high acceptability rates. In this context, the objective of this study was to report a clinical case of a patient with vaginismus, evaluating the use of cervicovaginal self-collection as an alternative for CC screening. The clinical case describes a 48-year-old white woman, who has a child from a previous marriage, currently lives with a man, has no sexual relations with her current partner, has no history of CC or hysterectomy, and has never had a Pap smear, but has tried to do so a few times without completing the procedure. After talking to the patient, she agreed to go to a Basic Health Unit (UBS) to have the Pap smear. However, the sample collection was not performed because the patient contracted her vaginal muscles excessively and screamed when the speculum was placed against her. During the exam, the patient showed negative physical and emotional signs related to penetration, screaming, avoidance, pain, fear, and anxiety. The nurse later offered self-collection as an alternative, and the patient readily accepted, preferring to take the kit home to perform the procedure. She showed interest in participating in the CC screening. After about a month, after three attempts to contact the patient, the self-collection was not completed. After this period, the nurse rescheduled an appointment at the UBS for a more detailed explanation of the procedure, at which time the patient was able to complete the self-collection in a private room. It is important to emphasize that the case presented highlights a recurring but neglected health problem, which is the lack of screening for cervical cancer in people with vaginismus. It is clear that it is important to evaluate new approaches so that these patients can be included in the screening program for this cancer, which is preventable but still has a high incidence and mortality rate. The results obtained so far are considered promising, but further investigation is still needed, especially with patients who have different degrees of vaginismus.pt_BR
dc.contributor.authorID103.879.406-42pt_BR
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