Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9520Registro completo de metadados
| Campo Dublin Core | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Pereira, Mateus Henrique de Faria | pt_BR |
| dc.contributor.author | Gomes, Isabelly Teixeira | - |
| dc.date.accessioned | 2026-08-12T17:37:50Z | - |
| dc.date.available | 2026-08-12T17:37:50Z | - |
| dc.date.issued | 2026 | pt_BR |
| dc.identifier.citation | GOMES, Isabelly Teixeira. A presença negra em Ouro Preto: cultura, memória e resistência. 2026. 29 f. Monografia (Graduação em História) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9520 | - |
| dc.description.abstract | A formação histórica de Ouro Preto, especialmente no período colonial, foi marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, decorrentes do sistema escravista e do domínio português. Entre 1710 e 1715, Vila Rica já apresentava expressivo contingente de pretos livres, revelando a complexidade social local para além da dicotomia entre senhores e escravizados. Nesse contexto, surgiram importantes irmandades negras, como a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos do Pilar (1715) e a Irmandade de Santa Efigênia (1717), que funcionaram como espaços de organização social, espiritual e política, promovendo assistência mútua e preservação cultural. A exploração mineral intensiva na região demandou mão de obra africana e afrodescendente submetida a condições precárias, violência e negação de direitos, sendo a expertise técnica e o conhecimento africano essenciais para o êxito da mineração. Enquanto os brancos ocupavam posições de poder político e econômico, os negros, livres ou escravizados, eram responsáveis pelas operações de extração e manejo do ouro, consolidando uma estrutura social profundamente desigual. Esse contexto de opressão gerou formas diversas de resistência, manifestadas na religiosidade, na cultura e nas expressões artísticas, como o Congado, a Congada e o Reinado. Mesmo após a abolição da escravidão, em 1888, a ausência de políticas públicas inclusivas perpetuou as desigualdades raciais. As manifestações culturais afro-brasileiras em Ouro Preto passaram a assumir papel central como instrumentos de resistência, memória e afirmação identitária, articulando fé, música, dança e ancestralidade. A Festa do Reinado, intitulada A Fé que Canta e Dança, realizada desde 2009, exemplifica a continuidade dessas tradições, transcendendo o caráter religioso ao reafirmar pertencimentos e memórias coletivas. O reconhecimento institucional dessas práticas reforça sua relevância histórica e social. Em 2020, a Prefeitura de Ouro Preto elaborou dossiês de registro contemplando o Congado e outros grupos tradicionais. Posteriormente, em junho de 2025, o Congado, a Congada e o Reinado foram oficialmente reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN, consolidando sua importância no âmbito nacional. A produção artística de Tunico dos Telhados também reflete essa tradição de resistência cultural, articulando sua trajetória criativa com as festividades do Congado e ressignificando a paisagem urbana colonial de Ouro Preto. Sua obra assume caráter político ao denunciar desigualdades raciais e valorizar a identidade negra. A análise da história e da sociedade de Ouro Preto evidencia simultaneamente as desigualdades produzidas pelo sistema escravista e o protagonismo negro na construção econômica, cultural e simbólica da cidade. As manifestações culturais e a produção artística afro-brasileira configuram-se como instrumentos de resistência, memória e afirmação identitária, contribuindo para o debate sobre racismo, desigualdade social e justiça histórica no município. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.subject | Resistência | pt_BR |
| dc.subject | Artistas negros | pt_BR |
| dc.subject | Identidade e cultura afro-brasileira | pt_BR |
| dc.subject | Ouro Preto - MG | pt_BR |
| dc.title | A presença negra em Ouro Preto : cultura, memória e resistência. | pt_BR |
| dc.type | TCC-Graduação | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Fontes, Mariana Cunha | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Santos, Sidnéa Francisca dos | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Pereira, Mateus Henrique de Faria | pt_BR |
| dc.description.abstracten | La formación histórica de Ouro Preto, especialmente durante el período colonial, estuvo marcada por profundas desigualdades sociales y raciales, derivadas del sistema esclavista y del dominio portugués. Entre 1710 y 1715, Vila Rica ya contaba con un significativo contingente de afrodescendientes libres, evidenciando la complejidad social más allá de la dicotomía entre amos y esclavizados. En este contexto surgieron importantes cofradías negras, como la Cofradía de Nuestra Señora del Rosario de los Negros del Pilar (1715) y la Cofradía de Santa Efigênia (1717), que funcionaron como espacios de organización social, espiritual y política, promoviendo asistencia mutua y preservación cultural. La intensa explotación minera en la región demandó mano de obra africana y afrodescendiente sometida a condiciones precarias, violencia y negación de derechos, siendo el conocimiento técnico africano esencial para el éxito de la minería. Mientras los blancos ocupaban posiciones de poder político y económico, los negros, libres o esclavizados, realizaban las operaciones de extracción, consolidando una estructura social profundamente desigual. Este contexto de opresión generó diversas formas de resistencia, manifestadas en la religiosidad, la cultura y expresiones artísticas, como el Congado, la Congada y el Reinado. Incluso tras la abolición de la esclavitud en 1888, la falta de políticas públicas inclusivas perpetuó las desigualdades raciales. Las manifestaciones culturales afrobrasileñas en Ouro Preto asumieron un papel central como instrumentos de resistencia, memoria y afirmación identitaria, articulando fe, música, danza y ancestralidad. La Fiesta del Reinado, titulada A Fé que Canta e Dança, realizada desde 2009, ejemplifica la continuidad de estas tradiciones, trascendiendo el carácter estrictamente religioso y reafirmando pertenencias y memorias colectivas. El reconocimiento institucional de estas prácticas refuerza su relevancia histórica y social. En 2020, la Municipalidad de Ouro Preto elaboró expedientes de registro que incluyeron el Congado y otros grupos tradicionales. Posteriormente, en junio de 2025, el Congado, la Congada y el Reinado fueron oficialmente reconocidos como Patrimonio Cultural Inmaterial de Brasil por el IPHAN, consolidando su importancia a nivel nacional. La producción artística de Tunico dos Telhados también refleja esta tradición de resistencia cultural, articulando su trayectoria creativa con las festividades del Congado y resignificando el paisaje urbano colonial de Ouro Preto. Su obra adquiere un carácter político al denunciar desigualdades raciales y valorar la identidad negra. El análisis histórico y social de Ouro Preto evidencia simultáneamente las desigualdades generadas por el sistema esclavista y el protagonismo negro en la construcción económica, cultural y simbólica de la ciudad. Las manifestaciones culturales y la producción artística afrobrasileña se configuran como instrumentos de resistencia, memoria y afirmación identitaria, contribuyendo al debate sobre racismo, desigualdad social y justicia histórica en el municipio. | pt_BR |
| dc.contributor.authorID | 20.2.3338 | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | História - Licenciatura | |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| MONOGRAFIA_PresençaNegraOuro.pdf | 1,34 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens na BDTCC estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.
