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Título: Tratamentos das hepatites B e C no Brasil e a importância do farmacêutico na adesão ao tratamento.
Autor(es): Nogueira, Bruna Maria dos Santos
Orientador(es): Almeida, Isabela Neves de
Membros da banca: Almeida, Isabela Neves de
Galvão, Izabela
Silva, Fernanda de Macedo
Palavras-chave: Hepatite B
Antivirais
Hepatite C
Adesão ao tratamento
Saúde pública
Assistência farmacêutica
Data do documento: 2026
Referência: NOGUEIRA, Bruna Maria dos Santos. Tratamentos das hepatites B e C no Brasil e a importância do farmacêutico na adesão ao tratamento. 2026. 35 f. Monografia (Graduação em Farmácia) - Escola de Farmácia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: As hepatites virais B e C configuram-se como importantes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, devido à elevada morbimortalidade associada às suas formas crônicas e complicações hepáticas, como cirrose e carcinoma hepatocelular. Apesar dos avanços terapêuticos alcançados nas últimas décadas — incluindo antivirais de alta eficácia e menor tempo de tratamento — a adesão terapêutica permanece como um dos principais desafios para o sucesso clínico. Este estudo teve como objetivo analisar as diretrizes e protocolos terapêuticos das hepatites B e C em adultos no Brasil, bem como discutir a importância da atuação do farmacêutico na promoção da adesão ao tratamento. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca realizada entre janeiro e março de 2026 nas bases SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, além de documentos oficiais do Ministério da Saúde, da ANVISA e da Organização Mundial da Saúde. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, diretrizes clínicas e protocolos terapêuticos relacionados ao diagnóstico, manejo e tratamento das hepatites B e C. Os resultados evidenciam que o Brasil dispõe de protocolos clínicos atualizados e medicamentos eficazes disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde, como tenofovir, entecavir e antivirais de ação direta. Contudo, a adesão ao tratamento, especialmente nos casos de terapia prolongada para hepatite B, ainda representa um desafio relevante. Nesse contexto, destaca-se o papel estratégico do farmacêutico na dispensação, orientação, acompanhamento farmacoterapêutico e monitoramento de eventos adversos, contribuindo para melhores desfechos clínicos e fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento das hepatites virais. Conclui-se que a atuação integrada e multiprofissional, com ênfase no cuidado farmacêutico, é fundamental para o alcance das metas de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.
Resumo em outra língua: Viral hepatitis B and C represent major public health challenges in Brazil and worldwide due to the high morbidity and mortality associated with their chronic forms and hepatic complications, such as cirrhosis and hepatocellular carcinoma. Despite significant therapeutic advances in recent decades — including highly effective antiviral drugs and shorter treatment regimens — treatment adherence remains one of the main challenges to clinical success. This study aimed to analyze the therapeutic guidelines and protocols for hepatitis B and C in adults in Brazil and to discuss the importance of the pharmacist’s role in promoting treatment adherence. This is a narrative literature review conducted between January and March 2026 using the SciELO, PubMed, and Virtual Health Library databases, in addition to official documents from the Ministry of Health, ANVISA, and the World Health Organization. Scientific articles published in the last ten years, clinical guidelines, and therapeutic protocols related to the diagnosis, management, and treatment of hepatitis B and C were included. The findings indicate that Brazil has updated clinical protocols and effective medications available through the Unified Health System, such as tenofovir, entecavir, and direct-acting antivirals. However, treatment adherence — especially in long-term therapy for hepatitis B — remains a significant challenge. In this context, the pharmacist plays a strategic role in medication dispensing, patient counseling, pharmacotherapeutic follow-up, and adverse event monitoring, contributing to improved clinical outcomes and strengthening public health policies aimed at combating viral hepatitis. It is concluded that integrated and multiprofessional care, with emphasis on pharmaceutical care, is essential to achieve the global goal of eliminating viral hepatitis as a public health problem by 2030.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9509
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