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Título: A estética da internet no telejornalismo : humor e infotenimento no quadro "Plantananã" do Fantástico.
Autor(es): Lanza, Laura
Orientador(es): Prado, Denise Figueiredo Barros do
Membros da banca: Prado, Denise Figueiredo Barros do
Tavares, Frederico de Mello Brandão
Neves, Loreena Cordeiro
Palavras-chave: Humorismo no jornalismo
Telejornalismo
Televisão - programas
Data do documento: 2026
Referência: LANZA, Laura. A estética da internet no telejornalismo: humor e infotenimento no quadro "Plantananã" do Fantástico. 2026. 77 f. Monografia (Graduação em Jornalismo) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026.
Resumo: Este trabalho analisa como o quadro Plantananã, exibido no programa Fantástico, da TV Globo, articula humor e infotenimento na produção de sentidos sobre o jornalismo. A pesquisa compreende que o Fantástico se configura historicamente como uma revista eletrônica marcada pelo hibridismo de gêneros, pela alternância entre conteúdos informativos e de entretenimento e pelo tensionamento constante entre o real, o ficcional e o lúdico. Nesse contexto, o Plantananã, originalmente criado para a internet e posteriormente adaptado para a televisão aberta, aparece como um objeto relevante para observar a incorporação da estética da internet no telejornalismo e as consequentes transformações nas formas de apresentação da informação. O objetivo da pesquisa é investigar os modos de construção discursiva do jornalismo no quadro, examinando de que maneira o humor e o infotenimento reconfiguram formatos, narrativas e sentidos associados à prática jornalística. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica sobre gêneros e formatos televisivos, infotenimento, fait divers e humor no jornalismo. A análise empírica concentra-se em episódios selecionados do Plantananã, observando como elementos da cultura digital - tais como a lógica dos memes, a fragmentação do discurso informativo e o uso de referências à atualidade - articulam-se à paródia do plantão jornalístico e à simulação de formatos informativos. Esses elementos evidenciam a construção de uma linguagem híbrida que depende do reconhecimento prévio, por parte do público, das características dos programas jornalísticos, conforme discutido por Jost (2004), e de sua competência cultural, nos termos propostos por Martín-Barbero (1997), para a compreensão das ironias e estratégias humorísticas. O estudo demonstra que o Plantananã opera a partir do entrelaçamento das fronteiras entre informação e entretenimento, constituindo um espaço de hibridismo onde o humor e o deboche atuam como filtros de leitura do real, revelando aspectos centrais das transformações e da sobrevivência do jornalismo televisivo em sua convergência com a estética da internet.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9367
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