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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8922| Título: | Previsão de oscilações de VALE3 por modelos regressores, autorregressores e machine learning. |
| Autor(es): | Merij, José Gilberto Gobbi |
| Orientador(es): | Delgado, Victor Maia Senna |
| Membros da banca: | Costa, Alan André Borges da Attílio, Luccas Assis Delgado, Victor Maia Senna |
| Palavras-chave: | Ações - finanças Análise de séries temporais Aprendizado do computador Avaliação de riscos Bolsa de valores |
| Data do documento: | 2026 |
| Referência: | MERIJ, José Gilberto Gobbi. Previsão de oscilações de VALE3 por modelos regressores, autorregressores e machine learning. 2026. 88 f. Monografia (Graduação em Ciências Econômicas) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026. |
| Resumo: | Este trabalho investiga a previsibilidade e a utilização econômica dos retornos da ação da Vale S.A. (VALE3), com ênfase na relação dinâmica entre o preço internacional do minério de ferro e a volatilidade do ativo. Partindo da premissa amplamente documentada de que a previsão direcional de retornos é limitada, enquanto a dinâmica do risco apresenta maior persistência e estrutura temporal, o estudo combina modelos econométricos tradicionais e métodos de aprendizado de máquina em um arcabouço integrado de análise e trading. São empregados modelos Vetoriais Autorregressivos (VAR) para capturar relações dinâmicas entre os retornos da VALE3 e do minério de ferro, modelos GARCH para estimação e previsão da volatilidade condicional, e algoritmos de Random Forest e redes neurais recorrentes do tipo LSTM para explorar não linearidades e padrões complexos nos dados. As previsões são avaliadas estritamente fora da amostra, por meio de esquemas walk-forward, e convertidas em estratégias quantitativas que incorporam explicitamente custos de transação, turnover e métricas de risco. Um elemento central da análise é a separação entre sinal direcional e controle de regime de volatilidade. Modelos direcionais são utilizados para indicar a direção esperada do retorno, enquanto modelos de volatilidade atuam como filtros de regime (risk-on/risk-off), regulando a exposição ao ativo conforme o ambiente de risco previsto. Os resultados mostram que estratégias puramente direcionais ou puramente baseadas em volatilidade apresentam limitações econômicas quando aplicadas isoladamente. Em contrapartida, abordagens combinadas, sob parametrizações parcimoniosas e limiares de volatilidade intermediários, produzem trajetórias de retorno mais estáveis e drawdowns significativamente menores, ainda que nem sempre superem o benchmark buy-and-hold em retorno absoluto. O trabalho enfatiza que os ganhos econômicos observados decorrem menos da complexidade individual dos modelos e mais da forma como previsões de retorno e risco são integradas de maneira disciplinada. Ao focar na volatilidade recorrente e mediana do ativo — e não em eventos extremos —, o estudo oferece uma avaliação realista do potencial e das limitações de estratégias quantitativas aplicadas à VALE3, deixando aberta a possibilidade de extensões futuras voltadas à modelagem explícita de regimes extremos de mercado. |
| Resumo em outra língua: | This study investigates the predictability and economic usability of returns of Vale S.A. (VALE3), with particular emphasis on the dynamic relationship between international iron ore prices and the stock’s volatility. Starting from the well-established premise that directional return forecasting is inherently limited, while risk dynamics exhibit persistence and temporal structure, the analysis combines traditional econometric models and machine learning techniques within an integrated trading framework. Vector Autoregressive (VAR) models are employed to capture dynamic relationships between VALE3 and iron ore returns, GARCH models are used to estimate and forecast conditional volatility, and machine learning methods — namely Random Forests and Long Short-Term Memory (LSTM) networks — are applied to capture nonlinearities and complex patterns in the data. All forecasts are evaluated strictly out of-sample using walk-forward procedures and translated into quantitative trading strategies that explicitly account for transaction costs, turnover, and risk metrics. A key contribution of the paper lies in the explicit separation between directional signals and volatility regime control. Directional models generate return signals, while volatility models operate as regime filters (risk-on/risk-off), regulating market exposure according to the predicted risk environment. The results indicate that purely directional or purely volatility-based strategies display limited economic performance when used in isolation. Conversely, combined approaches — under parsimonious specifications and intermediate volatility thresholds — yield more stable return paths and substantially lower drawdowns, although not necessarily higher absolute returns than a buy-and-hold benchmark. The findings suggest that economic gains arise less from model complexity per se and more from the disciplined integration of return and risk forecasts. By focusing on recurrent and median volatility regimes rather than extreme market events, the study provides a realistic assessment of the strengths and limitations of quantitative strategies applied to VALE3, while leaving open avenues for future research on the explicit modeling of extreme volatility regimes. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8922 |
| Licença: | Este trabalho está sob uma licença Creative Commons BY-NC-ND 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/?ref=chooser-v1). |
| Aparece nas coleções: | Ciências Econômicas |
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