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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/7605
Título: | Vacina quimérica induz imunidade humoral e celular em camundongos BALB/c contra a leishmaniose visceral. |
Autor(es): | Pereira, Hugo da Rocha |
Orientador(es): | Reis, Alexandre Barbosa Ostolin, Thais Lopes Valentim Di Paschoale |
Membros da banca: | Costa, Guilherme de Paula Moreira, Gabriel José Lucas Reis, Alexandre Barbosa Ostolin, Thais Lopes Valentim Di Paschoale |
Palavras-chave: | Leishmaniose visceral Vacinas Imunização Camundongos endogâmicos BALB C |
Data do documento: | 2025 |
Referência: | PEREIRA, Hugo da Rocha. Vacina quimérica induz imunidade humoral e celular em camundongos BALB/c contra a leishmaniose visceral. 2025. 42 f. Monografia (Graduação em Farmácia) - Escola de Farmácia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025. |
Resumo: | A leishmaniose visceral (LV), uma doença infecto-parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, com ampla distribuição em regiões tropicais. O Brasil concentra a maior parte dos casos nas Américas, tornando a LV um grave problema de saúde pública. A transmissão ocorre pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), que infecta cães e humanos, sendo a presença de cães infectados um fator de risco relevante. As estratégias de controle da LV enfrentam desafios, como falhas no tratamento farmacológico, dificuldades na contenção do vetor e no controle dos cães infectados, tidos como “reservatórios naturais da doença”. Nesse cenário, a vacinação surge como uma alternativa promissora para reduzir a carga parasitária nesses animais, evitar a infecção e assim diminuir a transmissão da doença, protegendo tanto os cães quanto os humanos. No entanto, as vacinas disponíveis apresentam limitações, tornando necessário o desenvolvimento de novos imunizantes mais eficazes. Para desenvolver uma vacina é necessário levar em consideração a resposta imunológica natural frente à leishmaniose. Sendo assim, um candidato vacinal deve desencadear uma resposta imune do tipo TH1, na qual há geração de citocinas pró-inflamatórias e anticorpos específicos, garantindo a proteção do indivíduo contra a progressão da doença ao eliminar o patógeno. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar a imunidade humoral e celular mediada pela vacinação com a Quimera A (Qui-A) associada ao adjuvante Poly-ICLC em camundongos BALB/c contra LV . Os animais foram divididos em quatro grupos: (1) Salina, inoculados com solução salina estéril a 0,9%; (2) Adjuvante, recebendo apenas Poly-ICLC; (3) Qui-A, vacinados com a proteína quimérica; e (4) Qui-A/Poly-ICLC, vacinados com a proteína quimérica associada ao adjuvante Poly-ICLC. O protocolo de vacinação consistiu em três aplicações subcutâneas na região dorsal, com intervalos de 15 dias entre as doses, e eutanasiados para avaliação do perfil de imunoglobulinas séricas IgG total e subclasses IgG1 e IgG2a anti-Qui-A através do ensaio imunoenzimático ELISA e a produção das citocinas intracitoplasmáticas IL-2, TNF e IFN-γ por citometria de fluxo multiparamétrica. Observamos aumento na produção de IgG total e da subclasse IgG1 após imunização tanto com Qui-A quanto Qui-A/Poly ICLC, a qual também desencadeou a produção da subclasse IgG2a, sugestivos de uma resposta mista TH1/TH2. Adicionalmente, Qui-A/Poly ICLC estimulou o aumento do percentual de células T CD4+CD44+ e T CD8+CD44+ produtoras de IL-2, TNF e IFN-γ. Em murinos, um perfil de citocinas TH1, caracterizado por IFN-γ, estimula a expressão da subclasse IgG2a. Quando analisada a correlação entre a produção de IgG2a e o percentual de células T CD4+ ativadas produtoras de IFN-γ (IgG2a vs. CD4+CD44+IFN-γ+), o coeficiente de Spearman indicou correlação positiva moderada, confirmando que a imunização com Qui-A/Poly-ICLC favoreceu a ativação de células B, dependente de células T CD4+, secretoras de anticorpos específicos e, principalmente, promoveu a produção de IgG2a mediada por IFN-γ. Nossos achados evidenciam o potencialda proteína quimérica associada ao adjuvante Poly-ICLC em induzir imunidade protetora, com ênfase na produção de citocinas pró-inflamatórias e das imunoglobulinas IgG1 e IgG2a. |
Resumo em outra língua: | Visceral leishmaniasis (VL) is an infectious-parasitic disease caused by protozoa of the Leishmania genus, with widespread distribution in tropical regions. Brazil accounts for most cases in the Americas, making VL a serious public health issue. Transmission occurs through the sandfly (Lutzomyia longipalpis), which infects both dogs and humans, with the presence of infected dogs being a significant risk factor. VL control strategies face challenges such as failures in pharmacological treatment, difficulties in containing the vector, and controlling dogs, which are considered “natural reservoirs of the disease.” In this scenario, vaccination emerges as a promising alternative to reduce the parasitic load in these animals, prevent infection, and consequently decrease disease transmission, protecting both dogs and humans. However, the available vaccines have limitations, highlighting the need for the development of more effective immunizing agents. To develop a vaccine, it is essential to consider the natural immune response to Leishmania infection. Thus, a vaccine candidate should trigger a TH1-type immune response, leading to the production of pro-inflammatory cytokines and specific antibodies, ensuring the individual’s protection against disease progression by eliminating the pathogen. Thus, the present study aims to evaluate humoral and cellular immunity mediated by vaccination with Chimera A (Chi-A) adjuvanted with the Poly-ICLC in BALB/c mice against VL. The animals were divided into four groups: (1) Saline, inoculated mice with 0.9% sterile saline; (2) Adjuvant, mice that received only Poly-ICLC adjuvant; (3) Chi-A, vaccinated mice with the chimeric protein; and (4) Chi-A/Poly-ICLC, vaccinated with the chimeric protein adjuvanted with the Poly-ICLC. The Vaccination protocol consisted of three subcutaneous immunizations in the dorsal region, with 15-day intervals between doses, and euthanized for evaluation of the serum immunoglobulin profile total IgG and IgG1 and IgG2a anti-Qui-A subclasses using ELISA assay and the production of intracellular cytokines IL-2, TNF, and IFN-γ by multiparametric flow cytometry. We observed an increase in the production of total IgG and the IgG1 subclass after ommunization with both Chi-A and Chi-A/Poly ICLC, which also triggered the production of the IgG2a subclass, suggestive of a mixed TH1/TH2 response. Additionally, Chi-A/Poly-ICLC stimulated an increase in the percentage of CD4+CD44+ T cells and CD8+CD44+ T cells producing IL-2, TNF and IFN-γ. In mice, a TH1 cytokine profile, characterized by IFN-γ, stimulates the expression of the IgG2a subclass. When the correlation between IgG2a production and the percentage of IFN-γ-producing CD4+ T cells (IgG2a vs. CD4+CD44+IFN-γ+) was analyzed, the Spearman coefficient indicated a moderate positive correlation, confirming that immunization with Chi-A/Poly-ICLC favored the activation of B cells, dependent on CD4+ T cells secreting specific antibodies and, mainly, promoted the production of IgG2a mediated by IFN-γ. Our findings highlight the potential of the chimeric protein adjuvanted with the Poly-ICLC to induce protective immunity, with emphasis on the production of pro-inflammatory cytokines and IgG1 and IgG2a immunoglobulins. |
URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/7605 |
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