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Título: Barreiras no cuidado das pessoas transexuais para continuidade da hormonização na atenção primária : relato de experiência em uma unidade de saúde de Ouro Preto/MG.
Autor(es): Reis, Saulo Marcos Carmo dos
Orientador(es): Diniz, André Mendonça Henriques
Caldeira, Letícia Gonçalves
Membros da banca: Diniz, André Mendonça Henriques
Caldeira, Leticia Gonçalves
Oliveira, Érica Soares de
Pinto, Victor Diniz
Palavras-chave: Pessoas transgênero
Barreiras ao acesso aos cuidados de saúde
Transfobia
Continuidade da assistência ao paciente
Política de saúde
Data do documento: 2025
Referência: REIS, Saulo Marcos Carmo dos. Barreiras no cuidado das pessoas transexuais para continuidade da hormonização na atenção primária: relato de experiência em uma unidade de saúde de Ouro Preto/MG. 2025. 63 f. Monografia (Especialização em Medicina de Família e Comunidade) - Escola de Medicina, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025.
Resumo: O presente estudo investiga as barreiras enfrentadas por pessoas trans na continuidade da terapia hormonal afirmativa de gênero na Atenção Primária à Saúde em uma unidade básica de saúde de Ouro Preto/Minas Gerais. Motivada pela crescente demanda por estes serviços, esta pesquisa visa compreender as dificuldades encontradas por esta população no acesso a cuidados de saúde adequados nesse cenário. Adotando uma abordagem qualitativa, o estudo se fundamenta na observação direta e na documentação das experiências de atendimentos, permitindo uma análise aprofundada das interações entre profissionais de saúde e pacientes. Os dados foram coletados entre março e dezembro de 2024, abrangendo indivíduos de 17 a 30 anos, incluindo moradores locais e estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto. Os resultados revelam barreiras significativas, como a transfobia, que se manifesta tanto em atitudes hostis quanto na falta de compreensão das necessidades específicas da população trans. A saúde mental surge como um fator crucial, pois muitos pacientes enfrentam desafios emocionais que dificultam o acompanhamento e a adesão ao cuidado. Além disso, fatores geográficos, como a localização da unidade de saúde, combinados a restrições socioeconômicas, incluindo recursos financeiros limitados, comprometem a continuidade do cuidado. A pesquisa sugere que a formação dos profissionais de saúde deve ser ampliada para incluir temas relacionados à diversidade de gênero e sexualidade, promovendo um atendimento mais sensível e inclusivo. Em conclusão, o estudo recomenda a implementação de políticas públicas que garantam o acesso contínuo à saúde para pessoas trans, com o objetivo de eliminar as barreiras identificadas e salvaguardar seus direitos. Investigações contínuas sobre o tema são essenciais para aprofundar a compreensão das experiências de saúde dessa população e desenvolver novas estratégias para melhorar o acesso e a oferta de cuidados.
Resumo em outra língua: The present study investigates the challenges faced by transgender individuals in ensuring the continuity of gender-affirming hormone therapy within Primary Health Care at a basic health unit in Ouro Preto, Minas Gerais. Motivated by the increasing demand for these services, this research aims to understand the obstacles encountered by this population in accessing equitable healthcare in this context. Using a qualitative approach, the study is based on direct observation and documentation of healthcare provision experiences, enabling an in-depth analysis of interactions between healthcare professionals and patients. Data were collected between March and December 2024, involving individuals aged 17 to 30, including local residents and students from the Federal University of Ouro Preto. The findings reveal significant barriers, such as transphobia, manifested in both discriminatory attitudes and a lack of understanding of the specific needs of the transgender population. Mental health emerges as a crucial factor, as many patients face emotional challenges that hinder follow-up and adherence to care. Additionally, geographic factors, such as the location of the health unit, combined with socioeconomic constraints, including limited financial resources, compromise the continuity of care. The research suggests that healthcare professionals’ training should be expanded to include topics related to gender and sexual diversity, fostering more sensitive and inclusive care. In conclusion, the study recommends the implementation of public policies to ensure continuous healthcare access for transgender individuals, aiming to eliminate the identified barriers and safeguard their rights. Further research on the subject is essential to deepen the understanding of this population’s healthcare experiences and develop new strategies to improve access to and healthcare provision.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/7598
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